Curimbas




 

 Pontos Cantados

 

HINO DA UMBANDA

Refletiu a luz divina
Com todo seu esplendor
é do reino de Oxalá
Onde há paz e amor
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio, de Aruanda
Para todos iluminar
A Umbanda é paz e amor
É um mundo cheio de luz
É a força que nos dá vida
e a grandeza nos conduz.
Avante filhos de fé,
Como a nossa lei não há,
Levando ao mundo inteiro
A Bandeira de Oxalá !

 


Estes são alguns pontos cantados em nossas giras. São pontos que usamos para homenagear nossas amadas Entidades. Portanto são de extrema confiança.

PONTOS DE ABERTURA

Eu abro a nossa gira
Com Deus e Nossa Senhora
Eu abro a nossa gira
Pra salvar quem está de fora.
 
Abrimos a nossa gira
Pedimos a proteção
De nosso Pai Oxalá
Para cumprirmos a nossa missão
 
Ô deixa Umbanda melhorar!
Ô deixa Umbanda melhorar
Ô deixa Umbanda melhorar
Ô deixa Umbanda melhorar,Meu  Deus do Céu
Ô deixa Umbanda melhorar
Eu já plantei café de meia
Eu já plantei canavial
Café de meia não dá lucro, Sinhá Dona
Canavial, cachaça dá
Ô deixa Umbanda melhorar
Ô deixa Umbanda melhorar, Meu Deus do Céu
Ô deixa Umbanda melhorar
 
Tambor, Tambor vai buscar quem mora longe(repete)
Buscar Oxossi nas matas
Ogum no Humaitá
Xangô lá na pedreira
Yemanjá no fundo do mar
Tambor, Tambor
 

PONTO PARA CRUZAR TERREIRO

Encruza, encruza!
Encruza (Terreiro) Encruza
Encruza, encruza!
Encruza na (Fé de Oxalá) Encruza
(Substitui-se os nomes entre parêntesis pelo guia que queira encruzar na gira)
 
Vamos cruzar nosso Terreiro
Vamos cruzar nosso Gongá
Vamos cruzar a nossa Gira
Na fé de Pai Oxalá
 

PONTOS DE FECHAMENTO DE GIRAS

Fechou, fechou, fechou
Fechou deixa fechar
Com as chaves da Jurema e as benções de Oxalá.
 
Fechamos a nossa gira
Agradecemos de coração
Ao nosso Pai Oxalá
Por termos cumprido
A nossa missão.
 

PONTOS DE DEFUMAÇÃO

Defuma com as ervas da Jurema
Defuma com arruda e guiné
Alecrim, benjoim e alfazema
Vamos defumar filhos de fé.
 
Dá licença Pai Ogum
Filhos quer se defumar
Umbanda tem fundamento
É preciso preparar
Com essência e benjoim
Alecrim e alfazema
Vamos defumar filhos de fé
Com as ervas da Jurema
 

PONTOS DE OXALÁ

Meu Pai Oxalá
É o Rei, venha me valer
Meu Pai Oxalá
É o Rei, venha me valer
O velho (ou Sarava) Omulú
Atotô Abaluaê
Atotô Abaluaê
Atotô Abaluaê
Atotô Baba
Atotô Abaluaê
Atotô é orixá
 
Oxalá meu pai
Tem pena de nós, tem dó
A volta do mundo é grande
Seus poderes são maiores
Oxalá meu pai ( repete)
 
Jesus nasceu, padeceu
E morreu na Quimbanda!
Jesus nasceu, padeceu e morreu na Quimbanda!
Quando Jesus oh Quimbanda
Ressuscitou na Umbanda
Foi africano oh Quimbanda
Que aqui chegou na Umbanda

Abre a porta ó gente,
Que ai vem Jesus,
Ele vem cansado
Com o peso da cruz
Vem de porta em porta,
Vem de rua em rua,
Pra salvar seus filhos,
Sem culpa nenhuma.
 

 

  PONTOS DE SANTO ANTÔNIO

Santo Antonio de Pemba
Caminhou sete anos
Há procura de um anjo
Até que encontrou!
Mas como caminhou, mas como caminhou!
Mas como caminhou, Santo Antonio de Pemba,
Como caminhou!
 
Meu Santo Antônio sobe a serra devagar
Meu Santo Antônio sobe a serra devagar
Quem não pode com a mandinga não carrega patuá
Quem não pode com a mandinga não carrega patuá
Pisei na pedra
A pedra balanceou!
Pisei na pedra
A pedra balanceou!
O mundo estava torto
Santo Antonio endireitou!
O mundo estava torto
Santo Antonio endireitou!
 

PONTOS DE IANSÃ

Iansã tem um leque de penas
Pra abanar filhos de valor (repete)
Iansã mora na pedreira
Eu quero ver meu pai Xangô (repete)
 
Eram duas ventarolas
Eram duas ventarolas que ventavam lá no mar (repete)
Uma era de Iansã, Ieparrê
A outra era Iemanjá(repete)
 
Saravá Yansã, dos cabelos loiros!
No mar tem água
Na sua mina tem ouro!
Êêêêê... êêêêá!
Saravá Yansã, é a Rainha do Mar!
Vento, mas que ventania...
Vento, mas que ventania...
Yansã é nossa Mãe...
Yansã é nossa guia!
 
Parrê oyá - Dona dos Ventos mensageira de Oxalá - Eparrê beloyá (repete)
Sarava moça guerreira dona da divina luz
Minha santa padroeira que a luz do céu nos conduz
Proteção para seus filhos eparrê eparrê beloyá
Moça linda da Umbanda venha nos abençoar
Eparrê beloyá.
 
Iansã menina dos cabelos louros
Onde é que você mora?
Moro na mina de ouro
 
Yansã dos cabelos louros
No mar tem água, na sua mina tem ouro.
 
Segura o seu erê Iansã (repete)
Iansã, Iansã
Segura o seu erê!
 
Ela é uma moça bonita
Rainha do seu Jacutá!(repete)
Auê auê auê
Oh Mamãe de Aruanda
Segura  a pemba eu quero ver!
 
Meu Pai veio de Aruanda e a nossa Mãe é Iansã
Meu Pai veio de Aruanda e a nossa Mãe é Iansã
Cangira deixa a deixa gira(repete)
 

PONTOS DE IEMANJÁ

ê Iemanjá
ê Iemanjá
Rainha das ondas, sereias do mar
Rainha das ondas, sereias do mar
Como é lindo o canto de Iemanjá
Faz até o pescador chorar
Quem escuta a mãe d'água cantar
Vai com ela pro fundo do mar
Iemanjá!
 
Hoje é dia de Nossa Senhora
De Nossa Mãe Yemanjá!
Calunga ê ê ê ê ê ê 
Calunga a a a a a a 
Brilham as estrelas do céu
Brincam os peixinhos no mar
Auê auê auê auá!
 
No fundo do mar!
No fundo do mar tem uma pedra
Encima da pedra outra pedra
Encima da pedra tem sereia
No fundo do mar tem areia
Tem areia!
Tem areia... tem areia no fundo do mar tem areia
No fundo do mar...
 
Saia do Mar
Minha Sereia
Saia do Mar
Venha brincar na areia
Saia do Mar
Sereia bela
saia do Mar
e venha brincar com ela
 
A Praia estava tão linda brilhava a luz do luar
Quando a cabocla Jurema
Levando rosas foi salvar Mãe Yemanjá (repete)
Enquanto as rosas pelas águas se espalhavam
Apareceu a rainha de Nana
E devolvendo as folhas da Jurema
Jogou n’areia uma estrela do mar
E devolvendo as folhas da Jurema
Jogou n’areia uma estrela do mar
 
Vai, Vai, Vai, Vai
Na barquinha de Aruanda
Vai, Vai, Vai, Vai
Povo d’água quem te chama
(Ponto de Subida das Mães D’Águas)
 

PONTOS DE OXUM

Eu vi Mamãe Oxum na Cachoeira
Sentada na beira do rio (repete)
Colhendo os lírios, lírios ê
Colhendo os lírios, lírios Ah
Colhendo lírios pra enfeitar nosso congar (repete)
 
Aieieu Aieieu Mamãe Oxum
Aieieu Aieieu Mamãe Oxum
Aieieu Aieieu Mamãe Oxum
Aieieu Oxumaré
Aieieu Aieieu Mamãe Oxum
Aieieu Oxumaré
 
O céu é lindo e o mar também é (repete)
Onde vais cachoeira, vou derramar...
Toda essa mironga
nas ondas do mar.
 
Mas ela é Flor de Maio
Mas ela é Flor de Maio
Mas ela é Flor de Maio, Oxumaré
Mas ela é Flor de Maio
 
Baixai.Baixai! Oh Virgem da Conceição
Maria Imaculada, para tirar a perturbação.
Se tiveres praga de alguém
Desde já seja retirado
Levando para o mar ardente
Para as ondas do mar sagrado!
 
Jesus mandou as criancinhas
Colher as rosas brancas do jardim
Pra enfeitar no dia de hoje
O altar da nossa deusa mãe Oxum
São flores mamãe
São flores que eu venho lhe oferecer
São flores mamãe
São flores que eu venho lhe oferecer
Um Um Um Um Um Um aieieu Mamãe Oxum (repete)
 

PONTOS DE XANGÔ

Pedra rolou, Xangô
Lá na pedreira
Lava seus filhos, Meu Pai
Na cachoeira (repete)
Tenho meu corpo fechado
Xangô é meu protetor
Firma seu ponto, cambono
Pai de cabeça chegou.

Quem rola pedra na pedreira é Xangô
Quem rola pedra na pedreira é Xangô
Girô (Vibrou) na coroa de Zambi
Giro na coroa de Zambi
Giro na coroa de Zambi
é Xangô (Kaô)
 
Por detrás daquela serra
Tem uma linda cachoeira (repete) É de meu Pai Xangô
Que arrebentou sete pedreiras (repete)
 
Dizem que Xangô mora na pedreira
Mas não é lá sua morada verdadeira (repete)
Xangô mora numa cidade de luz onde mora
Santa Bárbara, Oxumaré e Jesus (repete)
 
Sua machada é de ouro, é de ouro, é de ouro (repete)
Machadinha que corta mironga é machadinha de Xangô (repete)
 
Meu Pai Xangô é rei lá na pedreira, também é rei caboclo da cachoeira (repete),
Na sua aldeia tem os seus caboclos, nas suas matas tem cachoeirinhas.
No seu saiote tem penas douradas
Seu capacete brilha na alvorada
 
Ele é xangô das Almas
Ele é feito nas Almas
Ele é xangô das Almas
Ele é feito nas Almas
Ele é xangô das Almas
Almas oh minhas almas seu Atotô que venha me valer
Almas oh minhas almas seu Atotô que venha me valer
 
Xangô Kaô, deixa essa pedreira ai (repete)
Umbanda ta lhe chamando deixa essa pedreira ai (repete)
 
Eu vi Xangô lá na pedreira
Vi Mamãe Oxum lá na cachoeira
Mamãe Oxum aieieu
Kaô cabecilhe oba
 
Oh Gino, olha a sua banda!
Oh Gino, olha o seu gongá!(repete)
Aonde o rouxinol cantava(oh Meu Pai)
Na pedra onde Xangô morava(repete)
Oh, ele é Gino da Cobra Coral! (2x)
Ele é Gino da Cobra coral Kaô!
 
No alto daquela pedreira
Tem um livro que é de Xangô (repete)
Kaô, Kaô, Kaô cabecilhe.
 
Sentado na pedreira de Xangô
Eu fiz um juramento até o fim (repete)
Se um dia eu pecar for contra o meu Senhor
Que role esta pedreira sobre mim
Meu Pai Xangô está no reino
Meu Pai Xangô é um orixá
Olha seus filhos de fé Pai Xangô
Olha o que se faz nesse Gongá (repete)
 

PONTOS DE OGUM

Seu Ogum Beira Mar
O que trouxe de lá?(repete)
Quando ele vem
Vem beirando a areia
Vem trazendo no braço direito
O rosário de Mamãe Sereia (repete)

Ogum em seu cavalo corre
E a sua espada reluz (repete)
 Ogum, Ogum Megê
Sua bandeira cobre os filhos de Jesus
Ogunhê.
 
Se meu pai é Ogum
Vencedor de demanda
Ele vem de Aruanda
Pra salvar filhos de umbanda
Ogum, Ogum, Ogum Iara
Ogum, Ogum, Ogum Iara
Salve os campos de batalha
Salve as sereias do mar
Ogum, Ogum Iara
Ogum, Ogum Iara
 
Ouvi o toque do clarim da lua
Era o toque do maioral do dia
Ogum foi praça de cavalaria
Foi ordenança da Virgem Maria
Laia, laia, laia, laia, laia la la la laiá
 
Ele jurou bandeira, ele tocou clarim(repete)
Com seu exército branco ele lutou por mim
Na beira da praia Ogum Sete ondas, Ogum Beira Mar,
Com seu exército branco ele lutou clarim
 
Quando Ogum foi para a guerra, Oxalá deu carta branca.
Quando Ogum voltou da guerra
São Jorge venceu demanda
Na aruanda
Ogum dilê, lê lê
Ogum dilá, lá lá
Ogum de dilê, lê lê
Nas ondas do mar é maré
 
Ogum Ogum vem de aruanda
Pra salvar todos os filhos
Em nossa lei de umbanda
Oh Jorge Oh Jorge
Senhor Meu Pai
Foi o senhor mesmo quem disse
Filhos de Umbanda não cai
 
Ogum Iara, Ogum Megê.
Olha Ogum Rompe Mato auê (repete)
 
Sarava Ogum e sua coroa de Lei
Sarava Ogum e a coroa de Lei
Ogum, e a coroa de Lei
Ogum e a coroa de Lei
 
Beira mar, auê beira Mar (repete)
Ogum já jurou bandeira nos campos do Humaitá
Ogum já venceu demanda
Vamos todos sarava.
 
Em seu cavalo branco ele vem montado
Calçado de botas ele, vem armado (repete)
Ó vinde, vinde, vinde
São Jorge é o nosso protetor
Ó vinde, vinde, vinde
São Jorge nosso salvador
 
Por entre matas, por entre ares e terras
Eu entendi o que meu Pai quis dizer (repete)
Que Ogum...
[Que] Ogum não devia beber
Ogum não devia fumar
A fumaça é as nuvens que passam
E a cerveja é a espuma do mar (repete)
 
Ele é Ogum Matinada oh paranga
Só anda de madrugada oh paranga (repete)
Ê ê ê oh paranga
Sem Seu Ogum não se faz nada oh paranga

Que cavaleiro é aquele
Que vem cavalgando pelo céu azul
É seu Ogum Matinada
Ele vem sarava o cruzeiro do Sul
E e e
E e aaaa
E e e Matinada
Pisa na Umbanda
E e e
E e aaaa
E e e Matinada
Pisa na Umbanda
Olha que barco bonito
Que vem navegando em pleno mar
É seu Ogum Sete Ondas
Que vem ao encontro
De Ogum Beira Mar

Ogum de Lei
Meu Pai estou te chamando
Ogum de Lei meu pai
Estou te esperando
Com sua espada e sua lança na mão
Ogum de Lei é vencedor de demanda.
 
Estrela clareia a terra
Estrela clareia o mar (repete)
Clareia o gongá de Beira Mar
Clareia! Clareia os filhos do gongá (repete)
 
Pisa na linha de Umbanda que eu quero ver
Ogum Sete Ondas
Pisa na linha de Umbanda que eu quero ver
Ogum Beira mar
Pisa na linha de Umbanda que eu quero ver
Seu Sete Espadas e Ogum Megê
Olha a banda aruê!
 
Na porta da romaria
Eu vi um cavaleiro de ronda
Na porta da romaria
Eu vi um cavaleiro de ronda
Trazia um escudo no braço e uma lança na mão
Ogum venceu a guerra e matou o dragão
A primeira espada quem ganhou foi ele
A primeira espada quem ganhou foi ele
Mas ele é, ele é Ogum Megê,
Ele veio de Aruanda pra seus filhos proteger
 
Cavaleiro Supremo mora dentro da lua (repete)
Sua bandeira é divina, é manto da Virgem Pura! (repete)
 
Ogum em seu cavalo corre
E a sua espada reluz
Ogum, Ogum Megê sua bandeira cobre os filhos de Jesus!
 
Ogum bota onda no mar
Ogum bota onda no mar
Ogum bota onda no mar, sua espada, sua lança
Pai Ogum bota onda no mar
 
Ogum já nos visitou
Ogum já nos  saravou (repete)
Filhos de Umbanda
Por que tanto chora
É Seu Ogum
Que já vai embora
 
Gongolô, Gongolô, me (bis)
Gongolô já virou militar
Gongolô, Gongolô, me (bis)
Gongolô já virou militar
 

PONTOS DE OXÓSSI E CABOCLOS

No centro da mata virgem
Uma linda cabocla eu vi
Com seu saiote
Feito de penas
É a Jurema filha de Tupi
Jurema. Jurema , Jurema
Linda cabocla, filha de Tupi
Ela vem, lá da Juremá
Vem firmar seu ponto
Nesse congar
 
A mata estava escura...
Um anjo a iluminou!
No centro da mata virgem
Quando Oxossi chegou
Mas ele é o Rei, ele é o Rei, ele é o Rei!
Na Umbanda ele é o Rei!
 
Caboclo roxo
Da cor (pele) morena
Ele é caboclo
É caçador lá da Jurema
Ele jurou e tornou a jurar
E ouviu os conselhos
Que a Jurema tem pra dar
 
Quem manda na mata é Oxossi
Oxossi é caçador
Oxossi é caçador(repete)
Eu vi meu pai assobiar
Ele  mandou chamar
Eu vi meu pai assobiar
Ele mandou chamar
 É na Aruanda êeee
É na Aruanda aaaa
Seu PenaVerde é na Aruanda
É de Aruanda êeee
 
Ele é caboclo, ele é Flecheiro.
Bumba na calunga
É amansador de feiticeiro
Bumba na calunga
Ele vai firmar seu ponto
Bumba na calunga
E vai firmar é lá na Angola
Bumba na calunga!
 
Caboclo do Mato o que você quer?
Folhas verdes de guiné
Caboclo do mato o que você quer?
Folhas verdes de guiné
Zum zum zum, Naruê
Zum zum zum, Nazaré
 
A Coral é sua fita!
A Jibóia é sua laça!
Kizua Kizua Kizua ae
Caboclo mora na Mata
 
Ele é Urubatão das Almas
Que vem nesse terreiro visitar
Trazendo Paz e Amor
Para os filhos que sabem aproveitar
 
Seu Pena azul é um caboclo valente
que traz a bandeira da Paz
Para quem quer união
Mas ai de quem com ele mexer
Seu pena Azul dá sem querer
 
Não a mata que eu não entre não a pau que eu não assuba (repete)
Não a passarinho no mato meu bodoque não derruba (repete)
Xô xô azulão xô xô
 
Corta linha, corta mironga.
Corta língua de falador
Corta linha, corta mironga
Corta língua de falador
Por onde ele passa não há embaraço
Ele é Ubirajara do Peito de aço
Por onde ele passa não há embaraço
Ele é Ubirajara do Peito de Aço
 
Quando chega na Umbanda ele brada
Kiô Kiô, Kiô Kiô
Seu Arranca Toco
Que mora na Jurema
Se meu Pai é forte, meu caboclo.
Os filhos não bambeiam
 
Curimbembê, Curimbembá
Sete Flechas um grande orixá.
Com sete dias de nascido
A Jurema o encontrou
Deitado na folha seca
O caboclo ela criou
Curimbembê, Curimbembá
Sete Flechas um grande orixá
Nasceu na mata de Oxóssi
Na aldeia de Juremá
O caboclo Sete Flechas
Iluminado por Oxalá
 
No alto daquela serra
Ouvi meu Pai assobiar (repete)
Era um brado e altaneiro
De um caboclo guerreiro
Era Tupinambá
Era um brado e altaneiro
De um caboclo guerreiro
Era Tupinambá
 
Caboclo que está de ronda
Que caboclo é esse?
É seu Pena Branca, filho da cobra coral
Mas ele vem, mas ele vem,
Mas ele vem no romper da madrugada.
 
Caboclo venceu demanda
Para o povo de Umbanda
Na ponta da sua flecha
Quando veio de Aruanda
Venceu...
Caboclo venceu...
No centro da mata virgem
Oxalá gritou
- Esse filho é meu!!!
- Esse filho é meu!!!
 
Onde está a Jurema?
A Jurema a onde está?
Tá procurando os capangueiros
Que ainda estão na Juremá
Quem mandou chamar
Em nome do Pai Oxalá?
Foi seu Oxossi caçador
Que já baixou nesse congar
Salve todo o povo da Jurema
Salve sua luz
Seu jacutá
Levando a todos lares e seus filhos
Trazendo paz e amor
Na fé de Oxalá
 
Oxalá mandou!
Oxalá mandou e já mandou buscar
Os caboclos da Jurema
Lá do Juremá
Meu Oxalá
É o rei do mundo inteiro
Já deu ordens pra Jurema
Buscar seus capangueiros
Mandai, Mandai
Minha cabocla Jurema
Os seus guerreiros
É uma ordem suprema!
 
Um grito na mata ecoou
Foi seu pena branca que chegou (repete)
Com sua flecha
Com seu cocar
Seu Pena Branca vem nos ajudar
Com sua flecha
Com seu cocar
Seu Pena Branca vem nos ajudar
Ele atirou
Ele atirou e ninguém viu (repete)
Caboclo Tupy é quem sabe
A onde a flecha caiu
Ele atirou!
 
Ele é Tupy, é Tupiriri
Ele é Tupy, é Tupiriri
É o homem que está nas matas
É o homem que veste capa
Bendito louvado seja
Bendito louvado seja
Vai, vai, vai deixa ficar seu capuxá
Vai, vai, vai deixa ficar seu capuxá
 
Tupinambá é canga na batalha
Tupinambá ee Tupinambá
Tupinambá guerreiro de Oxóssi
Tupinambá ee Tupinambá
Tupinambá vem defender seus filhos
Tupinambá e e Tupinambá
Só não apanha
As Folha da Jurema
Sem ordem suprema
Do Pai Oxalá
Só não apanha
As Folha da Jurema
Sem ordem suprema
Do Pai Oxalá

É caçador da beira do caminho...
Mas não me mate esta coral na estrada!
Ela abandonou sua choupana, Caçador
Foi no romper da madrugada! Caçador
 
Lá na Jurema, embaixo de um pé de Ingá
Lá na Jurema, embaixo de um pé de Ingá
Lá onde a lua clareia eu vi o Seu Pena Branca passar
Lá onde a lua clareia eu vi o Seu Pena Branca passar
Jurema, Jurema, salve todo o Juremá
Jurema, Jurema, salve todo o Juremá
 
Arreia, capangueiro!
Capangueiro da Jurema!
Arreia capangueiro
Juremá
 
Vestimenta de caboclo
É samambaia, samambaia, samambaia.
Roda caboclo, não se atrapalha
Saia do meio da samambaia
Seu Araribóia!
Quando vem beirando o mar!
Olha como cocuriôoo
A sua cobra coral! (repete)
 
Caboclo da Praia trabalha
Com São Cipriano e Jacó! (repete)
Trabalha com a chuva e com o vento!
Trabalha com a lua e com o sol! (repete)
 
Que lindo capacete de penas
Tem a cabocla Jurema! (repete)
É lindo e quem lhe deu Oxalá!
Ela vem saravar
eeeeeá
 
Jurema, Olha a sua banda.
Jurema olha o seu Juremá!
Na mata virgem ela é a rainha das caboclas
Seu capacete é de penas douradas
 
Quem quer viver sobre a Terra?
Quem quer viver sobre o Mar?
É a cabocla Iracema!
É a Sereia do Mar!
Aruê ruê... aruê ruá... aruê ruê Jandira! (ou Jurema, Jupira e Bartira)
 
Atira atira eu atirei
No bamba eu vai atirar (repete)
Veado no mato é corredor
Oxossi na mata é caçador (repete)
 
Eu vi chover eu vi relampear
Mas mesmo assim o céu estava azul
Firma seu ponto nas folhas da Jurema
Oxossi é bamba no Aracaju (repete)
 
Naquela estrada de areia
Aonde a lua clareia (repete)
Todos os caboclos pararam pra ver a procissão
De  São Sebastião
Okê caboclo
Okê, Okê caboclo
Meu pai Oxossi é São Sebastião (repete)
 
O lírio é uma flor tão linda
Que vem lá do Jurema (repete)
Seu Pena Azul apanhou a sua fecha
Seu bodoque
Sua ema e foi caçar
Atravessou toda a floresta
Numa noite de luar
O lírio, o lírio e
O lírio, o lírio
O lírio

Mandei fazer
Três capacetes de penas! (repete)
Um é pra Jupira
Outro pra Jandira
E outro pra Jurema!
 
No centro da mata virgem eu vi
Dois nomes gravados no toco do pau
Um era Seu Rompe Mato
O outro Seu Cobra Coral
No centro da mata virgem eu vi
Seu Rompe Mato falava na língua do Guarani
 
No centro da mata virgem na raiz do arucaia
Eu vi a Cabocla Jurema atirar sua flecha para não errar
Zoou, zoou a sua flecha zoou...
 
Ubirajara quando chegou não temeu a caboclo nenhum
Ubirajara quando chegou não temeu a caboclo nenhum
Ubirajara, caboclo brabo;
Ubirajara guardião do outro mundo
Ubirajara, caboclo brabo;
Meu Pai Oxossi guardião do outro mundo.
 
Olha que caboclo lindo, Oxossi mandou saravá
Olha que caboclo lindo, Oxossi mandou saravá
Flecha Dourada de Oxossi, Penacho branco da Lei de Oxalá
Flecha Dourada de Oxossi, Penacho branco da Lei de Oxalá
 
Oh cadê Vira Mundo, pemba?
Oh está no terreiro, pemba?
Criado no mato é corredor
Cadê caboclo Caçador?
Cadê caboclo Ventania?
Esse caboclo é o nosso guia!
 
Estava no mato estava trabalhado
Estava no mato estava trabalhado
Seu Pena Branca passou me chamando(repete)
Auê Auê onde é que moras?
Moro nas matas de Nossa Senhora
Ele vem ele vem ele vem trabalhar
Ele é Pena Branca
Da tribo Guará!
 
Foi numa tarde serena lá nas matas da jurema onde os caboclos bradaram
Kiô, Kiô, Kiô Kiô que era
Toda a mata estava em festa sarava Seu Mata virgem ele é rei da floresta!
 
Seu Sete flechas quando vem ao reino
Ele traz na cinta uma cobra coral
Era uma Cobra Coral, oh era uma cobra Coral
Era uma Cobra Coral, oh era uma cobra Coral
 
Eu fiz uma boneca de penas
Soltei nas matas para passear
Ei fiz uma boneca de penas
Soltei nas matas para passear
Pra ver as forças que a Jurema tem, pra ver as forças que a Jurema dá (repete)
Oh Juremê, Oh Juremá(repete)
Suas folhas caem serenas, oh Jurema, dentro desse gongá (repete)
 
Caboclo pega a sua flecha, pega o seu bodoque o galo já cantou (repete)
O galo já cantou na aurora
Oxalá lhe chama que já está na hora.
 O galo já cantou na aurora
Oxalá lhe chama que já está na hora.
 
Caboclo já tem caminho pra caminha (repete)
Ele caminha por cima do galho
Por baixo da pedra
Por qualquer lugar
Seus caminhos estão abertos
Caboclos podem passar
Ele vai girá ele vai girá
Caboclo filho de Oxossi, filho de Umbanda e de Oxalá
Quando a lua surgir ele vai girá
Quando a lua surgir ele vai girá
 

PONTO DE MARINHEIROS

Marinheiro, marinheiro...
Marinheiro só...
Quem te ensinou a nadar...
Marinheiro só...
Oi foi o tombo do navio...
Marinheiro só...
Oi foi o balanço do mar!
Marinheiro só...
Lá vem...lá vem...
Ele é faceiro... todo de branco...
Com seu bonezinho... marinheiro, marinheiro!
Quem te ensinou a nadar...
Oi foi o tombo do navio...
Oi foi o balanço do mar...
Eu não sou daqui...eu sou do amor!
Eu sou da Bahia...de São Salvador!
Marinheiro só...
 

PONTOS DE PRETOS-VELHOS (YORIMÁ)

Lá vem o PAI BENGUELA
Vem beirando a beira mar
Lá vem o Pai Benguela vem beirando a beira mar
Vem trazendo a luz divina pra seu filho abençoar
Vem trazendo a luz divina pra seu filho abençoar
Salve o sol e salve a lua salve a rainha do mar
Salve o sol e salve a lua salve a rainha do mar
Lá vem o Pai Benguela vem beirando a beira mar
Vem trazendo a luz divina pra seu filho abençoar.
 
Vocês tão vendo aquela casa é uma palhoça
E foi ali que o PAI BENGUELA nasceu
Vocês tão vendo aquela casa é uma palhoça
E foi ali que o PAI BENGUELA nasceu
E foi ali que ele venceu suas demandas
E foi ali que PAI BENGUELA morreu
E foi ali que ele venceu suas demandas
E foi ali que PAI BENGUELA morreu
 
O Lê lê Meu Deus do Céu
Que alegria !
O preto-velho não carrega a soberbia
Meu Deus do céu isso aqui é que eu queria
A Estrela Dalva no ponto do Meio-Dia
 
Tia Maria chegou no gongá
Galo cantou e ouvi uma coral piá
Segura a pemba passa a mão na ferramenta
Pra salvar filhos de Umbanda vamos saravar
Tira daqui minzifio tira de lá do gongá
Salve a pemba de Pai Oxalá
 
Pai Antônio cadê Pai José
Ta no mato apanhando café (repete)
Diga a ele que quando vier
Não suba as escadas
Nem bata com o pé
 
Eh Tia Maria, preta-velha da Bahia.
Eh Tia Maria, preta-velha da Bahia.
Dança na roda da saia
Samba na ponta no pé
Quando pega no rosário
Traça Umbanda e Candomblé
Tia Maria
Eh Tia Maria, preta-velha da Bahia
Eh Tia Maria, preta-velha da Bahia
Rezadeira de quebranto, mal olhado e desencanto
Rezadeira, Curandeira
Dobradeira de Junqueira,
Tia Maria
Eh Tia Maria, preta-velha da Bahia
Eh Tia Maria, preta-velha da Bahia
 
Tia Maria chegou da Bahia
Trazendo o seu samburá
Tia Maria chegou da Bahia
Trazendo o seu samburá
Sete galhos de arruda
Sete rosas pro nosso conga
 
Mexe mexe na cumbuca
Repenica no gongá!
Chama preto velho
E vamos trabalhar!
Cadê a minha pemba, cadê a minha guia (repete)
Minha terra é muito longe
Meu gongá é na Bahia (repete)
 
Pretamina nunca foi a cidade
Fala na língua de zambi oh cidade
Pretamina nunca foi a cidade
Fala na língua de zambi oh cidade
É é é oh cidade
Fala na língua de zambi oh cidade
 
Meu cachimbo está no toco
Manda moleque buscar!(repete)
No alto da derrubada
Meu cachimbo ficou lá!
Quem não pode com a mandinga não carrega Patuá
 
Na aroeira de São Benedito
Preto velho mandou me chamar (repete)
Chama chama chama na aroeira de São Benedito(repete)
 
Lá no mato tem flores tem rosário de Nossa senhora (repete)
Na aroeira de São Benedito, São Benedito que nos valha nessa hora (repete)
 
Está iluminada a nossa Umbanda
Está cheio de flor no seu gongá (repete)
Pai Benedito sabe tudo que eu faço
Pai Benedito ilumina os caminhos por onde eu passo (repete)
 
Maria Conga é que vence demanda (repete)
Na sua peneira ela diz que tem mironga (repete)
Maria Conga
Lavadeira de sinhá!
Lavava roupa de chita
No ribeirão de iáiá
 
Bahia, ó África!
Vem cá Vem cá Vem cá      
Bahia, ó África!
Venha nos ajudar!
Força baiana, força africana, força divina!
Vem cá! Vem cá!
Força baiana, força africana, força divina!
Vem cá vem cá.
 
Sarava pra vovó Catarina que é dona da gira do meu terreiro
Sarava pra vovó Catarina que é dona das almas do cativeiro
A vovó Catarina do Congo é. A vovó Catarina é um orixá
A vovó Catarina veio nesse terreiro pra trabalhá.
 
Catarina você tem um gongá que é uma beleza (repete)
Uma mesa enfeitada muitos contos sobre a mesa (repete)

Pai Joaquim ê ê
Pai Joaquim ê á
Pai Joaquim veio de Angola
Pai Joaquim veio de Angola, Angola ei
 
Eu já peguei meu pandeiro
Peguei a minha viola
Agora vou no terreiro
Saravar Pai Joaquim D’Angola
Din din din din din Vamos saravar Pai Joaquim
Din din din din din Vamos Saravar Pai Joaquim
 
Ai meu Senhor do Bonfim
Valei-me São Salvador
Vamos saravar nossos filhos
Em nome do Criador
Bahia, Bahia
Bahia de São Salvador
Quem nunca foi a Bahia
Peça a Deus nosso Senhor
 
Quem vem lá, quem combate a demanda.
Filha de Congo é Maria redonda
 
É devagar, é devagarinho (repete)
Quem caminha com preto velho nunca fica no caminho
 
Arriou na linha de Congo
É de Congo, é de Congo aruê
Arriou na linha de Congo
Trabalha que eu quero ver

Vovô não quer
Casca de coco no terreiro
Vovô não quer
Casca de coco no terreiro
Pra não lembrar do cativeiro
Pra não lembrar do cativeiro
 
Vovó tem sete saias
Na última saia tem mironga,
Vovó veio de Angola
Pra salvar filho de Umbanda
Com seu Patuá e a figa de guiné,
Vovó veio de Angola
Pra salvar filho de fé.
 
Segura o touro Cambina
E amarra no mourão (repete)
Corre, corre minzinfio
Que aí vem o Boitatá
Filho de branco anda depressa
Na quimbanda,
E nego veio devagar
 
Rei Congo, Rei Congo
Cadê preto-velho?
Foi trabalhar na linha de Congo
Olha Congo, Rei Congo cadê Preto velho.
Vamos trabalhar na linha de congo

Quem vem, quem vem lá de tão longe?
São os velhinhos que vem trabalhar.
Oi dai-me forças pelo amor de Deus, Meu Pai...
Oi dai-me forças nos trabalhos meus
 
Preto-velho tá cansado de tanto trabalhá
Preto-velho tá cansado de tanto curimá
Canta ponto, risca pemba
Que é longa caminhada
Quem tem fé tem tudo
Quem não tem fé
Não tem nada
 
Se ele é baiano agora que eu quero ver
Põe essa cartilha no azeite do dendê
Eu quero ver os baianos de aruanda
Trabalhando na Umbanda
Pra quimbanda adormecer
 
Estava no mato estava bem escondidinho
Estava no mato oi no dendê agachadinho
 
Preto velho já vai
Já vai pra Aruanda
A benção meu Pai
Proteção para Nossa banda

Vovó já vai a oró
Sacode a poeira da sua saia(3 X)
 
Vovô já vai a oró
Sacode a poeira do paletó (3X)
 
O navio apitou oo
Vai o mar afora
O navio apitou oo
Vai o mar afora
São os pretos velhos que já vão embora
 

PONTOS DE IBEIJADA (YORY)

Cosme e Damião,
Damião cadê Doum ?
Doum foi passear foi no cavalo de Ogum
Cosme e Damião,
Damião cadê Doum?
Doum foi passear foi no cavalo de Ogum
Dois dois sereia do mar
Dois dois mamãe Iemanjá
Dois dois sereia do mar
Dois dois mamãe Iemanjá
 
Maria Conga, mamãe Yemanjá.
Hoje é dia das crianças deixa criança brincar(repete)
Doce de coco, rapadura e amendoim.
Nós queremos bater palmas para Cosme e Damião
 
No jardim do Céu brincam as crianças
Quando elas vem na terra traz amor e esperança
Venham crianças, nos ajudar,
A criança é uma flor e merece o nosso amor
Pai Oxalá que as abençoe
Sempre resta uma esperança quando chega uma criança
Venham crianças, venham brincar.
Fecha roda Mariazinha
Vamos todos cantar
Zum zum zum chupa chupeta Doum
Mas veja que belezinha a saia da Mariazinha
Mas veja que belezinha a saia da Mariazinha
 
Fui no jardim colher as rosas
A vovózinha deu-me a rosa mais formosa
Fui no jardim colher as rosas
A vovózinha deu-me a rosa mais formosa
Cosme e Damião, ÔOOOh Doum
Crispim , Crispiniano
São os filhos de Ogum
Cosme e Damião, ÔOOOh Doum
Crispim , Crispiniano
São os filhos de Ogum
 
Bahia é terra de dois
Terra de 2 irmãos
Governador da Bahia
É Cosme e São Damião
Bahia é terra de dois
Terra de 2 irmãos
Governador da Bahia
É Cosme e São Damião
 
Lá no céu tem três estrelinhas…
Todas três em carreirinha!
A primeira é de Jesus
A segunda é Maria
A terceira pequenina essa estrela é que a minha
 
Fui no jardim colher a rosa
A vovozinha deu-me a rosa mais formosa
Cosme e Damião
Oh Doun, Crispim Crispiniano são os Filhos de Ogum
 
Doum é amigo leal
Sem Doum eu não posso ficar
Cadê Cosme cadê Damião
Cadê Cosme
Não me joga no chão

Eu vi Doum na beira d’agua
Comendo arroz, bebendo água
Eu vi Mariazinha na beira d’agua
Comendo arroz, bebendo água
(Acrescenta-se o nome das crianças)
 
Andorinha que voa  voa andorinha
Leva seus filhos pro céu Andorinha
Voa voa voa Andorinha
Leva os anjinhos pro céu andorinha
 
Vai voando como um passarinho
Batendo as asas procurando um ninho.

PONTOS DE BOIADEIRO

Sindorê auê gauinza
Sindorerê ele é sangue real
Se ele é filho, eu sou neto da Jurema
Sindorerê auê gauinza
Quem vem lá sou eu! (3x)
Boiadeiro eu sou!
 
E boiadeiro onde está sua boiada
E boiadeiro ele é nosso camarada.
Boiadeiro era menino, filho de Bartolomeu.
Ele vem neste terreiro pra salvar os filhos seus.
 
Eu sou mineiro, moro no sertão de Minas
Venho carrilhar meu boi
No sertão de Diamantina
Olha mineiro ê,
Olha mineiro á
Olha mineiro ê
Olha mineiro á
Fazenda boa só Seu Zé que sabe dá. (repete)
 
Quando eu vinha lá de cima eu vim de pé no chão
Calçado de couro cru, laço de couro na mão
Quando eu vinha lá de cima eu vim de pé no chão
Calçado de couro cru, laço de couro na mão
Que Deus lhe pague
Que Deus lhe ajude
Que Deus lhe dê felicidade e saúde!
Que Deus lhe pague
Que Deus lhe ajude
Que Deus lhe dê felicidade e saúde!
 
A menina do sobrado, me chamou pra seu criado
Eu mandei dizer a ela que estou vaquejando o seu gado
A menina do sobrado, me chamou pra seu criado
Eu mandei dizer a ela que estou vaquejando o seu gado
Eh boiadeiro ele gosta de um samba rasgado
Eh boiadeiro ele gosta de um samba rasgado
 
Boiadeiro já vai Dalila ta lhe chamado
Dalila tem mal costume chama ele e vai andando.

Minha boiada é de trinta e um.
Minha boiada é de trinta e um.
Já chamei todos eles, só me falta um.
Já chamei todos eles, só me falta um.

PONTOS DE NÃNÃ E OMULÚ

Atraca atraca que aí vem Nana eia
Atraca atraca que aí vem Nana eia
É Nana é oxum é sereia do mar eia
É Nana é Oxum, ela vem saravar eia
 
São Flores Nana, São Flores
São Flores Nana buruquê
São Flores Nana, São Flores
Do seu filho Abaluaê, São Flores...
Nas horas de agonia quem sempre vem me valer
É seu filho Nanã, é seu filho, é seu filho abaluaê
São flores!
São Flores Nana, São Flores
São Flores Nana buruquê
São Flores Nana, São Flores
Do seu filho Abaluaê
A Senhora Santana é Nana Buruquê
Ela é mãe dos Orixás
São Roque é Abaluaê
São Flores!
 
Ai Nana a beira junta
Nas juntas profundas do Mar
Ela é dona de gongá
É oxum Nana
 
Nana venha me valer
Nana venha me ajudar
Hoje tem Ogum de ronda
Nana na aruanda
Vem maninho vem do mar
Abre a roda pra gente brincar
Vem maninho vem do mar
Abre a roda pra gente brincar
Yemanjá
 
Eu vi Nana!
Eu vi Nana eu vi Nana Auê!
É Nana Buruquê, é Nana Buruquê, É Nana Buruquê!
 
Sarava seu Omulú, omulú ê
Sarava seu Omulú, Omulú é Orixá
Sarava seu Omulú, omulú ê
Sarava seu Omulú, Omulú é Orixá
Seu Omulú ê, Seu Omulú ê, Seu Omulú ê
Omulú é Orixá
 
Meu pai atotô, atotô Abaluaê.
Purifica minha alma daí-me paz e muita calma
Alivia meu sofrer
Meu Pai Atotô, Atotô Abaluaê
Purifica minha alma
Daí-me paz e muita calma
Atotô Abaluaê!
 
Abaluaê ê Meu Pai
Abaluaê ê Meu pai
Me dá Licença
Me dá licença
Me dá licença
Ogum dilê chegou
Ogum dilê chegou
Sarava Ogum de Lei
Sarava sua gongá
Sarava sua coroa quem lhe deu foi Oxalá
Ogum de Lei chegou
Ogum de lei chegou
 

PONTOS DE GIRA DE FORA (EXÚS)

Exu que tem duas cabeças
Ele faz sua gira completa.
Uma é Satanás do inferno
A outra é de Jesus Nazaré.
Foi, foi Oxalá
Que mandou eu pedir
Que mandou implorar.
Foi, foi Oxalá
Que mandou eu pedir
Que mandou implorar.
Que as santas almas
Viessem me ajudar
Seu Tranca na encruza de joelho
A gargalhar
 
Vinha caminhando a pé
Para ver se encontrava
A minha Cigana de fé (repete)
Parou e leu minha mão
E disse toda verdade
Só queria saber aonde mora
Pombo-Gira Cigana.
 
O sino da Igrejinha faz Belém blem blam
O sino da Igrejinha faz Belém blem blam
Deu meia noite o galo já cantou
Seu Tranca Rua que é dono da Gira
Vai correr gira que Ogum mandou
 
Aonde mora Pomba Gira?
Pomba gira de Maceió.
Aonde mora Pomba Gira?
Pomba gira de Maceió.
 
Exu não é brincadeira, exu não é caçoada
Exu faz ponto seguro
Exu descobre maçada
Se uma brasa me queima
Meu Santo Antonio é maior
Firma ponto, meu cambono
Que Exu não vai a oró
 
Dona Cigana, eu preciso de você.
Dona Cigana eu preciso de você.
Vamos jogar, o jogo da amarelinha
Se eu perder você me ganha
Se eu ganhar você é minha
Se eu perder você me ganha
Se eu ganhar você é minha.
 
Ela é Ciganinha da sandália de pau!(repete)
Quando ela vem ela faz o Bem e desfaz o Mal(repete)
 
 Oi Zé quando for lá na lagoa
Toma cuidado com balanço da canoa
Oi Zé faça tudo que quiser
Só não maltrate o coração dessa mulher!
 
Botaram fogo lá nas matas
Mas  na pedreira não pegou
Só foi pegar na encruzilhada
Seu (Tranca Rua) quem mandou!
 (Substitui-se o exu entre parêntesis pelo exu desejado)
 
Exu pisa no toco, Exu pisa no galho
Pisa no toco, mas não cai ô ganga!
É Exu, Exu pisa no toco de um galho só (2x)
Marimbondo pequenino, bota fogo no paiol, ô ganga!
É Exu pisa no toco de um galho só!
 
Portão de ferro
Cadeado de madeira
Na porta do cemitério
Quem mora é Exu Caveira!
 
Deu uma ventania, ô ganga
No alto da serra!
Era (Maria Padilha), ô ganga
Que vinha descendo a serra!
(Substitui-se o exu entre parêntesis pelo exu desejado)
 
Quando o galo canta
As almas se levantam
E o mar recua!
Os anjos do céu dizem amém
E o pobre lavrador diz Aleluia!
Diz aleluia, diz aleluia...
 
Rosa Vermelha que clareia a Umbanda
Rosa Vermelha, Rosa Vermelha
É Pombo-Gira e Marabô
Rosa Vermelha que clareia a Umbnda
Rosa Vermelha é Pombo-Gira e Marabô
Rosa Vermelha é Pombo-Gira
Rosa Vermelha é Marabô
Rosa vermelha é Pombo-Gira e Marabô
 
Vinha andando pela rua quando avistei um vulto eu fui lá ver quem era
Vinha andando pela rua quando avistei um vulto eu fui lá ver quem era
Quem era, quem era
Era Pomba Gira na encruza era
Quem era, quem era
Era Pomba gira na encruza era
Vinha andando pela rua quando avistei um vulto eu fui lá ver quem era
Vinha andando pela rua quando avistei um vulto eu fui lá ver quem era
Quem era, quem era
Era Maria Padilha na encruza era
Quem era, quem era
Era Maria Padilha na encruza era
(Substitui-se com os exus desejados)
 
Ganhei uma barraca velha, foi a cigana que me deu
O que é meu é da cigana
O que é dela não é meu
 
Moça me dá um cigarro que eu quero fumar
Mas eu não tenho dinheiro pra comprar (repete)
Vivo sozinho no meio da solidão
Maria Molambo me dê sua proteção (repete)
 
Juraram de me matar na porta de um cabaré
Eu ando de noite e de dia
Não mata porque não quer
 
Dizem que exu só bebe e dá risada
Mas ele é exu é rei das sete encruzilhadas
Seu Sete Queima Tuya não tem mistério
Ele mora na encruza lá do cemitério
A sua gira é forte e não tem caçoada
Depois da hora grande vai girar na encruzilhada
 
Arreda arreda que aí vem mulher(repete)
Maria Padilha, a mulher de Lúcifer!(repete)
 
Cambonos camboninhos meus, meus cambonos
Olha que exu vai oró
Cambonos camboninhos meus, meus cambonos
Olha que exu vai oró
Vai vai vai meus cambonos vai numa gira só
Vai vai vai meus cambonos vai numa gira só