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A Umbanda |
UMBANDA - ORIGEM E HISTÓRIA
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Falar sobre a UMBANDA não é fácil, embora pareça, visto esta ser freqüentemente
considerada como um subproduto do Candomblé e por isso, colocada sob sua
influência direta, no tocante e fatores como ritualística e conceitos sobre a
divindade e culto.
· Por isso, muitos autores versados em Candomblé – e por isso dignos do maior
respeito – se vêem capacitados a escrever sobre UMBANDA, simplesmente por
considera-la um mero item dentro da religião em que se especializarem.
· A verdade é bem diferente, pois a UMBANDA tem uma sistemática própria, toda
uma ciência independente e complexa, em sua essência bastante adversa do
Candomblé, do Kardecismo e outros, que muitas vezes até mesmo desdenham da
eficácia e da seriedade do movimento umbandista, apontando a UMBANDA como um
mero apêndice apenas por ser simples em sua aparência externa.
· Na UMBANDA, quanto mais simples, melhor. Esta era uma das regras ditadas pelo
Caboclo das Sete Encruzilhadas, quando de sua manifestação inicial no médium
Zélio de Moraes, em Niterói, no bairro das Neves.
· Conta-se que Zélio foi surpreendido por uma estranha paralisia a qual os
médicos não conseguiam curar nem diagnosticar a causa. Mas logo Zélio ergueu-se
do leito e disse: “ Amanhã estarei curado”.
· De fato, no dia seguinte, levantou-se e pôs-se a andar como se nada houvesse
acontecido, o que pasmou sua família, de origem católica ( tendo, inclusive,
alguns tios padres) que ficaram igualmente chocados.
· Por sugestão de um amigo, a família dirigiu-se a Federação Espírita de
Niterói, onde no dia 15 de novembro de 1908 (Zélio então com 17 anos) foi
convidado a participar de uma sessão, onde foi tomado por uma força superior a
sua vontade. Levantando-se, então contra as normas que impediam o afastamento da
mesa, sentiu-se dizer: “ Aqui está faltando uma flor!” e retirou-se da sala.
Voltou logo depois com uma rosa, que colocou no meio da mesa.
· Ao restabelecer-se a corrente, houve a manifestação de espíritos de caboclos e
pretos-velhos em diversos médiuns, os quais foram convidados a se retirar pelo
presidente dos trabalhos, alegando seu atraso espiritual.
· Foi então que Zélio sentiu-se mais uma vez dominado, pela mesma força que fez
com que falasse sem saber o que dizia. Perguntou o porque dos dirigentes não
aceitarem a comunicação daquelas entidades e o porque de serem consideradas
atrasadas. Isso iniciou um diálogo conturbado, que fez os dirigentes procurarem
doutrinar e afastar o espírito incorporado em Zélio.
· Um dos médiuns videntes perguntou, então: “ Por que o irmão fala nesses
termos, pretendendo que esta mesa aceite a manifestação de espíritos que, pelo
grau de cultura que tiveram quando encarnados são claramente atrasados? E qual o
seu nome irmão?”
· No que a entidade que atuava em Zélio respondeu:
· “Se julgam atrasados esses espíritos dos negros e dos índios, devo dizer que
amanhã estarei na casa deste aparelho para dar início a um culto em que esses
negros e esses índios poderão dar a sua mensagem e assim, cumprir a missão que o
plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes,
simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e
desencarnados. E se querem o meu nome, que seja este: Caboclo das Sete
Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim.”
· O médium vidente retrucou, com uma certa ironia: “Julga o irmão que alguém irá
assistir ao seu culto?”. No que o Caboclo das Sete Encruzilhadas respondeu: “
Cada colina de Niterói atuará como porta voz, anunciando o culto que amanhã
iniciarei!”.
· O próprio Zélio de Moraes conta que no dia seguinte aconteceu o exposto: “
Minha família estava apavorada...Eu mesmo não sabia explicar o que se passava
comigo. Surpreendia-me haver dialogado com aqueles austeros senhores de cabeça
branca, em volta de uma mesa onde se praticava um trabalho para mim
desconhecido. Como poderia aos dezessete anos organizar um culto? No entanto eu
mesmo falara, sem saber o que dizia e porque dizia. Era uma sensação estranha:
uma força superior que me impelia a fazer e a dizer o que nem sequer passava por
meu pensamento”.
· ”E no dia seguinte, em casa de minha família, na Rua Floriano Peixoto,30, em
Neves, ao se aproximar a hora marcada – 20 horas – já se reuniam os membros da
Federação Espírita, seguramente para comprovar a veracidade do que fora
declarado na véspera; os parentes mais chegados, amigos, vizinhos e, do lado de
fora, grande número de desconhecidos”.
· Naturalmente, no horário, manifestou-se o Caboclo, declarando que se iniciava,
naquele momento, um novo culto, onde os velhos espíritos africanos e os índios
de nossa terra, poderiam trabalhar em auxilio dos seus irmãos encarnados, não
importando a cor, raça ou a posição social.
· Ditou também as normas do culto: a prática da caridade pura, com base no
Evangelho do Cristo, o qual seria o mestre supremo; as sessões seriam diárias
das 20 às 22 horas e todos os participantes estariam uniformizados de branco,
sendo o atendimento gratuito.
· Disse por fim o nome do novo sistema religioso, no início, Allbandam mas logo
substituiu por Aumbanda, palavra de vibração mágica, formada por três poderosos
mantras, que podem ser encontrados no sânscrito e que pode ser traduzido por
“Deus ao nosso lado” ou em sentido mais profundo “Conjunto das Leis de Deus”.
· Zélio de Moraes continua: “ A casa de trabalhos espirituais que no momento se
fundava recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria
acolheu o filho nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que
necessitassem de ajuda ou de conforto.”
· ”Ditadas as bases do culto, após responder em latim e em alemão às perguntas
dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou à parte
prática dos trabalhos, curando enfermos, fazendo andar aleijados. Antes do
término da sessão, manifestou-se um Preto Velho, Pai Antônio que vinha completar
suas curas.”
· Nos dias posteriores, chegaram consulentes com enfermidades e doenças tidas
como incuráveis pelos médicos – até mesmo alguns casos de suposta loucura, onde
se constatou a mediunidade destas pessoas, que puderam então exercer suas
faculdades plenamente. Cinco anos depois, se manifestaria o Orixá Male, que
teria a função específica de curar obcecados e desmanchar trabalhos de magia
negra.
· Dez anos mais tarde, o Caboclo das sete Encruzilhadas fundou o primeiro de
sete templos: Tenda Nossa Senhora da Guia, Tenda Nossa Senhora da Conceição,
Tenda Santa Bárbara, Tenda São Pedro, Tenda de Oxalá, Tenda de São Jorge, Tenda
de São Jerônimo, os quais estavam todos fundados em 1935, embora sob sua
orientação tenham surgidos dezenas deles, que formaram uma federação em 1939, a
qual passou a se chamar União Espírita de Umbanda do Brasil.
· De lá pra cá, o movimento se agigantou e cresceu de forma desordenada aos
olhos dos mais apressados. Pode-se observar que basicamente não existem dois
terreiros de Umbanda iguais, em sua liturgia, alguns caindo mais para áreas de
cunho africanista, outros se voltando para uma linha Kardecista e outros bem
raros, se baseando dentro dos fundamentos mágicos e cabalísticos universais.
· A UMBANDA é uma religião para todos, moldável dentro de si mesma, sem que
perca a sua essência principal: a caridade e outras particularidades sucintas
dentro de cada tenda. Por exemplo: todo terreiro é obrigado a ter, entre outras
coisas, um conga e uma tronqueira, para defesa da casa. Mudam, é claro, a
roupagem ritualística e a aparência externa, pois tais fatores estão mais
vinculados à vontade dos pais e mães de santo ou dos dirigentes da casa. Mas o
modo das entidades trabalharem será sempre semelhante. Por exemplo: há sempre o
estalar de dedos, o cachimbo e o charuto -embora muitos terreiros ditos Umbanda
Branca não os utilizam, alegando insenção de vícios, o que é uma bobagem, visto
tais dirigentes talvez não saberem a função desses elementos, pois um Caboclo ou
Preto-Velho bem atuado jamais traga o fumo e não deixa seqüelas em seus cavalos
(aparelhos) - as velas, as guias, sejam de qual material forem.
NOTA
1- A UMBANDA, na verdade, ressurgiu em solo brasileiro, através de um movimento
organizado pelo astral superior. A UMBANDA data de MILÊNIOS atrás, sendo a
síntese perdida dos pilares do conhecimento: A Ciência, a Filosofia, a Religião
e a Arte, que se fragmentou com o passar dos séculos. Indo mais longe – A
UMBANDA NÃO SURGIU DA JUNÇÃO DE OUTRAS RELIGIÕES, como apregoam por aí. Ao
contrário, ELA É A ORIGEM DE TODAS AS RELIGIÕES TRADICIONAIS DO PLANETA.
ANTES DE ZÉLIO MORAES...
Apesar de ser considerado o marco inicial do Movimento Umbandista, o advento do
Caboclo das Sete Encruzilhadas teve, ao que parece, predecessores em sua missão.
É o que nos relata W.W da Matta e Silva, em sua obra “Umbanda e o Poder da
Mediunidade”: “Em 1934 tivemos contato com um médium de nome Olimpo de Melo
(...) que praticava a linha de Santo de Umbanda há mais de 30 anos ( portanto
desde 1904, mais ou menos) e que trabalhava com o Caboclo dito como Ogum de Lei,
com um Preto Velho de nome Pai Fabrício e com um Exu de nome Rompe-Mato. Em 1935
conhecemos também o velho Nicanor ( com 61 anos de idade) num subúrbio da Linha
Auxiliar, dominado Costa Barros, que sempre afirmava, orgulhosamente, que desde
os 16 anos já recebia o Caboclo Cobra Coral e o Pai Jacob (...) portanto, desde
o ano de 1890, segundo suas afirmativas”
Matta e Silva faz menção a sua entidade chamada Caboclo Curuguçu a qual, segundo
Leal de Souza (chefe da tenda Nossa Senhora da Conceição) foi o responsável
pela vinda do Caboclo das sete Encruzilhadas ao nosso plano.
UMBANDA: VISÃO DE SIMPLICIDADE
· A Umbanda visa sempre a simplicidade e o retorno as nossas bases esotéricas ancestrais, sem as confusões criadas por um tempo implacável, que a tudo fragmenta.
· Tentemos esquecer a visão humana dos Orixás e passemos a vê-los sob outra ótica, ou seja, espíritos elevadíssimos, muito distantes da pequenez da humanidade, portanto isentos de qualidades humanas, tais como ciúmes, raiva, etc. Coloquemos o Orixá como um espírito de pura consciência, esqueçamos lendas como a de que Ogum brigou com Xangô por causa de Iansã, etc A UMBANDA afirma que são sete os Orixás originais, as sete forças da Coroa Divina; por isso, conscientemente, está aflorando à lembrança, fatos há muito esquecidos, trazendo de volta conceitos básicos sobre o Universo. Lembremos também, que usamos aqui o termo “Orixá” genericamente. Na verdade, nas terras da África, Orixás, eram as entidades tidas como do sexo masculino, enquanto as de sexo feminino tinham o nome de “Ébora”.
· A palavra “Orixá”, no nagô significa “senhor da cabeça” (ori-cabeça, onde está localizado o chamado Chacra coronal), mas esta já é uma mutação fonética do termo oculto “Araxá”, da antiga raça vermelha (ler Rivas Neto, em sua obra UMBANDA / A proto-síntese cósmica), a qual deu ao mundo o primeiro alfabeto, do qual derivaram todas as línguas do planeta.
SINCRETISMO
· A questão do sincretismo é um tanto complicada, quando lembramos fatos históricos: é sabido que os africanos só poderiam cultuar deuses em paz se os disfarçassem com as imagens dos santos da igreja católica. O problema é que até hoje, muitas pessoas imaginam que o nome dos orixás são os nomes dos santos em língua nagô, que Oxossi realmente é São Sebastião, Ogum é São Jorge, etc.
· Por mais utilidade que tenham as imagens dos santos nas tendas de UMBANDA ( pois ainda para muitos médiuns servem como elo de ligação, entre ele e sua entidade, evitando que seu pensamento, calcado na fé que tinha na sua religião anterior, ou na fé que tenha em determinado santo, fique divagando sobre assuntos alheios ao que veio procurar em forma de consolo. É uma espécie de elevação mental), é preciso que os médiuns saibam diferenciar uma coisa da outra, pois Orixás e santos são coisas distintas. Orixás são espíritos de altíssima vibração; como nós sob a tutela desses Orixás.
· Estas são as entidades básicas da Umbanda. Nota-se facilmente a relação que existe com a experiência humana: criança, adulto e velho. As chamadas crianças representam a inocência e a pureza e o umbandista deve saber e ter sempre em mente, que tais entidades não são realmente crianças que morreram e vem ao nosso mundo brincar novamente. Na realidade, são magos de luz e grande poder, que devido ao seu grau de humildade se submetem a certos tratamentos esdrúxulos que lhes são dispensados quando se manifestam nos terreiros.
· Certos médiuns que quebram copos, amassam bolinhas de papel e jogam nas pessoas, na realidade estão colocando para fora, sua própria infantilidade inconsciente. A verdadeira “criança”, quando bem atuada, comporta-se como qualquer outra entidade, executando-se a forma de falar, geralmente com infantis e agudez pronunciada na voz, mas isso devido ao plexo energético que utilizam, que se situa na área da garganta, o chamado PLEXO LARÍNGEO, além de um grande trabalho psicológico, onde conseguem realmente tornar o ambiente em que se apresentam mais alegre.
· Os Caboclos são o símbolo da força e determinação, da força de um modo correto e direcionado e não da força bruta e destrutiva. São as entidades que trazem a sabedoria através do conselho e da elevação moral. Muitos deles foram grandes sacerdotes da primeira raça vermelha, grandes magos e sábios que se utilizam de uma mais simples para trazer sua mensagem de ajuda.
· Os Pretos-Velhos, os Pais-Velhos, representam a sabedoria na forma de experiência, a paciência e calma de quem já viveu muito e tem muito a dizer. Representam a humildade adquirida através de um grande esforço, de grandes provas, a determinação daquele que apesar de ter grande sabedoria, demonstra humildade, utilizando-a em beneficio alheio.
· Através destas formas básicas, os espíritos da UMBANDA procuram direcionar seu trabalho, pois são formas fáceis de serem compreendidas e assimiladas, figuras clássicas até pelo fato de nós mesmos vivermos durante nossa vida neste plano.
LIGAÇÕES MEDIÚNICAS
· O Mediunismo é fundamentado numa tênue ligação que os espíritos promovem através dos chacras, excitando estes centros energéticos no corpo astral do médium para que possam toma-lo de forma satisfatória, controlando toda a parte psicomotora. Certas características assumidas por entidades de linhas específicas refletem no corpo do médium na forma de posturas corporais devido ao uso do chacra correspondente e mais afinizado com a linha em questão, uma vez que cada plexo está ligado a um Orixá maior.
· Os Orixás e seus chacras correspondentes seriam:
OXALÁ: Chacra Coronal
YEMANJÁ: Chacra Frontal
YORI: Chacra Cervical
XANGÔ: Chacra Cardíaco
OXOSSÍ: Chacra Esplênico
OGUM: Chacra Solar
YORIMÁ: Chacra Genésico


Cada chacra está ligado a um sinal relativo a determinado Orixá que o comanda. Em rituais secretos, conhecidos apenas por certos iniciados, tais sinais tem a função de harmonizar e ajustar o indivíduo consigo mesmo.
CHACRA
CORONAL· Situa-se no alto da cabeça, sendo o mais brilhante de todos os chacras, além de ter uma construção diferente, possuindo novecentos e sessenta raios, além de um vértice com doze ondulações.
· De cor branca com núcleo dourado, quando em atividade completa, mostra-se o mais resplandecente, dando ao indivíduo a capacidade de se comunicar com os planos superiores, um canal direto com o plano mental sem precisar ter contato com as camadas mais grosseiras do plano astral.
· As imagens das igreja, onde se vêem os santos com a famosa aureola brilhante ao redor da cabeça, não trata-se de simples alegoria para torna-los mais atraentes.
· É antes, uma representação mais rústica de uma verdade oculta: os iluminados tem sempre uma grande mecha de luz sobre a cabeça, que refulge raios multicoloridos, devido a altíssima velocidade vibracional do chacra coronal.
· Por se relacionar às esferas superiores, é a chamada porta da divindade e somente o homem de puros pensamentos e conduta correta a tem abertura e consegue vislumbrar as energias que nos guardam. Este é o chacra de Orixalá.
· As entidades desta linha dificilmente se manifesta, só fazendo quando encontram condições no médium limpo moral e mentalmente.
· Por ser chacra de tão elevada importância é que na UMBANDA não se utilizam as chamadas feituras de cabeça, uma vez que trata-se de um assentamento sagrado, onde não é saudável colocar elementos como sangue, que é um chamariz de seres de baixa vibração, os quais chegam a tomar conta deste canal energético, em muitos casos levando a pessoa à loucura.
· Aqueles que são médiuns devem evitar que outras pessoas coloquem as mãos sobre suas cabeças, para que não haja um desnível energético, uma vez que as mãos são elementos de emissão de energia.
CHACRA
FRONTAL· Este chacra situa-se no meio da testa, um pouco acima dos olhos. Possui 96 raios, dos quais quarenta e oito são rosados e quarenta e oito azul-púrpura. Tem a importância de deixar fluir a energia para a glândula pineal ou hipófise, localizada no interior da cabeça.
· Quanto mais desperto o chacra frontal, maior será a clarividência da pessoa. Esta verá mundos paralelos ao nosso, podendo inclusive ver mundos que não deve, principalmente se tiver algum desvio moral ou psíquico.
· Geralmente os alcoólatras, viciados em drogas, tem alucinações, vendo certos monstros ou pessoas mortas.
· Isto se dá por uma disfunção grave no chacra, que passa a funcionar de forma desordenada, girando ora rápido, ora devagar, e fazendo, é claro, o indivíduo ver as próprias entidades que atraiu para si.
· Sobre o chacra frontal, nos diz Molinero, em “ O Ioga Secreto”: De todos os chacras de força este é o mais conhecido somaticamente. No oriente, todas as estátuas de divindades, o tem marcado sobre a fronte, seja na forma de um olho, seja uma fenda ou uma pedra preciosa que se realça em uma jóia, pedra essa que geralmente é um rubi, por se tratar de um centro ígneo.
· Os japoneses, por sua vez, o representam com uma forma característica de proeminência, similar a um quisto sebáceo ou hematoma.
· Nenhum outro centro foi tão detectado pelos escultores e pintores de todas as épocas e, inclusive se a observarmos atentamente, notaremos como que por efeito da luz, uma sombra esbranquiçada na fronte da pessoa, exatamente onde está posicionada a mencionada chacra.
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Quanto
à vista normal, basta dirigi-la com um pouco de atenção, para podermos observar
em todas as pessoas, sem qualquer preparação de luz, ambiente ou concentração, o
sinal característico do
nosso olho, isto é, uma mancha diferente do resto da pele no centro da nossa
testa, com o tamanho aproximado de uma moeda (...) embora um pouco ovoidal.
· Como se pode observar, o conceito de “terceiro olho” é muito difundido pelo mundo, tanto no folclore de vários países, como na literatura ocultista e mesmo em determinados mitos, como o de criaturas fantásticas, tais como o ciclope.
· Talvez seja apenas o reflexo coletivo de uma verdade única, esquecida, uma pequena arejada na memória, que vem de tempos em tempos em forma de lendas e histórias tentar fazer parte dos conceitos estabelecidos como reais na nossa sociedade atual.
· O chacra frontal está ligado ao Orixá Yemanjá. Estas entidades raramente incorporam, apenas assistindo e trabalhando no astral pelos seres humanos.
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Encontra-se na região da garganta e tem dezesseis raios, sendo oito em atividade
quando não despertos. Possui uma cor mista de azul e prateado. Quando em
atividade outorga ao místico o dom da clariaudiência, sendo este capaz de ouvir
vozes astrais, que lhe sugiram idéias de todos os tipos, além de música e outros
sons agradáveis ao espírito.
· Muito ligado a emoção, este chacra, por situar-se na garganta, geralmente nos traz a sensação de aperto, quando nos encontramos em situação de difícil controle emocional, a famosa “mudez” dos estados de tensão.
· Este chacra está submetido à vibração de Orixá Yori e as entidades desta linha se manifestam como crianças, embora na realidade, sejam espíritos de altíssima vibração, grandes magos brancos que apenas por humildade se deixam tratar como crianças desencarnadas, pois que respeitam a mentalidade dos que o tratam desta forma.
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Por usarem
o chacra laríngeo nas suas manifestações, é que o trazem a voz infantil, aliada
a uma profunda preparação psicológica para que sejam melhor aceitos nos meios em
que se manifestam. Mas convém
aos médiuns saberem como tratar e lidar com estas entidades, evitando certos
tratamentos esquisitos, como dar bronca e aconselha-las a se comportarem, mesmo
que estejam quietas no seu lugar.
· Há também os médiuns que (as vezes até mesmo de forma inocente) por serem não tão esclarecidos, deixam sua própria criança interior aflorar e cometem ações como jogar refrigerante nos outros, guerra de bolo, etc.
· É preciso tomar-se consciência da importância destas entidades, de seu trabalho e respeita-lo, um vez que são trabalhadores do astral que buscam elevar-nos no caminho do espírito.
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Localiza-se no peito,
assentado onde no corpo físico está o coração. Tem doze raios, dos quais apenas
seis estão ativos nas pessoas sem desenvolvimento interior. Sua cor é
amarelo-ouro e contribui estimulando a atividade emocional.
· Antigos filósofos diziam ser o centro cardíaco a sede de uma energia cósmica chamada “NOUS”. Esta energia, como muitas outras, se propaga pelo Universo através de vibrações. Novamente passaremos a palavra de forma de elucidar melhor nossas intenções. Para que possamos entender profundamente o conceito de vibração, transcrevemos um texto de Albert Einstein: “O que é uma onda? Um boato lançado em Washington chega muito rapidamente a Nova York, embora nenhuma só das pessoas que se incumbiram de espalha-lo tenha viajado entre estas duas cidades.
· Estão envolvidos dois movimentos inteiramente diferentes: o do boato, de Washington a Nova York e o das pessoas que o espalharam. O vento, passando sobre um campo de trigo, cria uma onda que se espalha sobre o trigal. Devemos novamente distinguir aqui, entre o movimento de onda o das plantas esperadas, as quais sofrem apenas pequenas oscilações. Todos já vimos as ondas que se espalham em círculos cada vez maiores quando uma pedra é jogada numa poça d’água. O movimento da onda é muito diferente dos das partículas de água. Estas se movem simplesmente para cima e para baixo. O movimento da onda observado, é o de um estado de matéria e não da matéria em si.
· Uma rolha flutuando sobre a onda mostra isso claramente, pois se move para cima e para baixo, em uma imitação do movimento real da água, em vez de ser levada pela onda. Afim de compreender melhor o mecanismo da onda, consideremos novamente uma experiência realizada. Suponhamos que um grande espaço esteja bem uniformemente enchido com água, ou ar ou qualquer outro meio. Em algum ponto no centro, encontra-se uma esfera. No inicio da experiência não há movimento algum. Repentinamente a esfera começa a ‘respirar’ ritmadamente, expandindo ou contraindo seu volume, embora mantendo sua forma esférica. Que acontecerá com o meio? Começamos o nosso exame no momento em que a esfera começa a se expandir. As partículas no meio da vizinhança imediata da esfera são empurradas para fora, de modo que a densidade do envoltório esférico da água, ou de ar, conforme o caso, é aumentado acima do seu valor normal. Similarmente, quando a esfera se contrai, a densidade da parte do meio imediatamente circundante diminuirá. Essas alterações de densidade se propagam por todo o meio. As partículas constituintes do meio realizam apenas pequenas vibrações, mas o movimento em seu todo é o de uma onda progressiva. A coisa essencialmente nova aqui, é que, pela primeira vez, consideramos o movimento de algo que não é a matéria, mas a energia propaga através da matéria.
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Usando
o exemplo da esfera pulsante, podemos introduzir dois conceitos físicos gerais,
importantes para a caracterização das ondas. Dependerá do meio, sendo diferente
para a água e para o ar, por exemplo. O segundo conceito é o do comprimento da
onda. No caso das ondas do mar ou em um rio, é a distancia entre a cava de uma
onda e a da onda seguinte. Portanto as ondas do mar tem mais comprimento de onda
que as ondas do rio, no caso de nossas ondas formadas por uma esfera pulsante, o
comprimento de onda é a distancia em algum tempo no grau de exatidão.”
· Por essa explicação pode-se compreender mais aprofundamente, se bem que de forma mais simples, através de comparações, como as energias chegam até nós, percorrendo dimensões e distancias incríveis. Há em toda parte a energia vital, a presença eterna da fagulha de Deus em todas as coisas. A esta energia, os antigos sábios denominaram Nous, que é uma força indiferenciada, passiva e ativa ao mesmo tempo, criadora e transformadora, e que no homem, se manifesta através do chacra cardíaco.
· Este chacra está afeito à vibração de Xangô, e quando desperto concede ao homem a sabedoria integral e divina, a força a humildade. As entidades de Xangô sempre se apresentam com um porte ereto, exatamente por usarem este chacra, que faz com que o corpo do médium adquira uma posição correspondente ao atributo que possui.
·
Este
chacra está localizado na área correspondente ao baço, contando com seis raios
ou pétalas giratórias no sentido anti-horário. Nas pessoas de pouca evolução
interior, estão ativos apenas três destes raios e uma vez desenvolvidos,
acontece um grande equilíbrio no sistema nervoso e na temperatura normal do
corpo.
· A iluminação e desenvolvimento deste chacra só acontece com uma síntese perfeita entre corpo, alma e espírito. Todos os sentimentos vis, as ilusões, paixões e vícios são barreiras fortíssimas que impedem seu desenvolvimento total ou satisfatório, havendo, portanto, nas pessoas envolvidas com vícios de forma irreversível, um grande descontrole no nível energético deste chacra, o que acarreta uma falência áurica e psíquica estrondosa, verdadeiro chamariz de entidades-vampiros e de baixa vibração.
· Numa pessoa saudável, o chacra esplênico trabalha abundantemente, produzindo tantas partículas que chega até mesmo a se sobrecarregar de força vital. Quando isso ocorre o aura se encarrega de descarregar o chacra em todas as direções trazendo vibrações de saúde e vigor às outras pessoas que estiverem a volta. Os passes magnéticos obedeceriam este principio, só que neste caso, de forma direcionada.
· Mas há pessoas incapazes de produzir e “fabricar” suas próprias partículas energéticas de forma satisfatória, havendo uma produção baixa de energia para seu próprio consumo. Tais pessoas nestas condições atuam como uma espécie de esponja, vampirizando a vitalidade dos outros de forma até mesmo inconsciente, mas que trazem danos consideráveis as suas vítimas.
· Aqui a explicação de por vezes, sentirmos um certo cansaço ou indisposição quando perto de pessoas que também aparentam uma certa fraqueza, mas que se revitalizam quando na presença de outros mais fortes.
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A aura tem
a finalidade de proteger a pessoa contra possíveis agressões de ordem astral na
forma de germens que causam diversas doenças no corpo físico. Na criatura
saudável, as partículas dos chacras são expulsos do corpo em linha reta, ficando
inteiramente livre de más vibrações que podem acarretar, no principio, a fadiga,
o mal estar, e logo o reflexo disso tudo na forma de doenças que podem se
transformar em algo de patologia mais grave,
· Devido a excessos, a fadiga excessiva, ânimo irregular, depressão e outras causas físicas e psicológicas, o corpo vai necessitar de uma quantidade maior de energia para repor suas perdas. Essa debilidade começa a “dobrar” as linhas de proteção da aura, tornando o corpo suscetível aos ataques dos germens que logo se refletem e se instalam no corpo físico.
· Quando desenvolvido, o centro esplênico revitaliza o aura, deixando realmente a pessoa livre de estados depressivos que possam derrubar suas defesas naturais.
· Este chacra está ligado à vibração de Oxossi e as entidades desta vibração o utilizam como canal principal de ligação, apesar de utilizarem outros chacras de forma mais branda, como complemento à mediunização. Sua cor, em origem é o azul.
·
O chacra solar
situa-se na região próxima ao umbigo, tendo como correspondente físico os órgãos
digestivos relativos à área do estomago e anexos. Tem dez raios ou pétalas, das
quais apenas cinco funcionam nos não desenvolvidos interiormente.
· Tem cores amarelas e verdes no homem normal, sem seqüelas físicas ou morais e exerce controle sobre o fígado, estomago e todas as funções digestivas.
· Está ligado às diversas emoções e torna o ser humano sensível as mais variadas vibrações, sejam elas agradáveis ou não. Pessoas nervosas muitas vezes tendem a apresentar graves problemas estomacais, tais como úlceras, ou mesmo gastrites mais pronunciadas. A maior parte delas sempre se queixa de uma “queimação” no estomago, que logo se transforma em azia, devido a crise nervosas tende a apresentar uma diminuição energética, o que acarreta tais crises em quem não consegue manter controle sobre suas próprias emoções.
· É verdade que numa grande cidade tais problemas são realmente quase impossíveis de se evitar, por isso sempre se recomenda ao umbandista visitar sítios naturais, onde além de haurir para si uma nova vitalidade oriunda de elementos em sua pureza, ajuda muito no combate ao stress causado pela turbulência urbana. A calma e o domínio dos sentimentos são fatores importantíssimos para os que trazem a missão de serem médiuns, pois lidam com aqueles que buscam consolo e amparo, além é claro, de formarem uma ponte límpida entre si e a entidade a que está sob tutela.
· Cabe aqui o que diz Harold Sherman em seu livro “Como Aproveitar a Percepção Extra-Sensorial”: O leitor já esteve com homens e mulheres dominados por seus sentimentos, com pouco controle sobre as emoções, que se mostram desajustados, incertos, e indecisos. Tais pessoas estão perdidas em um mar de emoções sem controle, de modo que os diversos níveis se encontram em estado de confusão e falta de sintonia. Sob tais condições, podem ocorrer alucinações, e os medos poderão teatralizar-se em sonhos e visões irreais, que talvez sejam tomados erroneamente por realidade. Este motivo porque o aperfeiçoamento verdadeiro da mente deve começar com o controle adquirido sobre nossas emoções. Se assim não for, o indivíduo talvez se torne presa de todos os tipos de INFLUÊNCIAS E FORÇAS AO REDOR.
· Quando você tem o controle sobre sua mente e emoções, está presidindo a um mecanismo mental de enorme sensibilidade, reagindo de maneira instantânea até mesmo ao acontecimento mais banal que lhe ocorra. Mas se por meio de lesão cerebral, certos tipos de doenças, alcoolismo, toxicomania, influencia hipnótica, esgotamento nervoso, abatimento mental ou a entrega de seu arbítrio a qualquer individuo ou força, tal controle for perdido, a maquinaria de sua mente poderá desmontar. Poderá leva-lo a cometer todos os tipos de atos inexplicáveis, às vezes de natureza tresloucada, criminosa ou destruidora.
·
Será de
admirar portanto que o homem – sujeito a tantos tipos diferentes de tensões e
pressões venha a descobrir que a sua ameaça maior à saúde seja a enfermidade
mental? Por infortúnio, muitos homens e mulheres que tem vivencias extra
sensoriais indubitáveis, NÃO TÃO EQUILIBRADOS QUANTO DEVERIAM SER (...)
controlar incumbências em nossas vidas. Tal controle, entretanto, deve ser nosso
objetivo diário. O impacto de emoções descontroladas sobre nossos corpos e
mentes é sempre destruidor, afetando de modo diverso não apenas nossa saúde como
raciocínio, decisões, o nosso poder de agir pronta e sabiamente nos momentos de
crise.”
· Em muitos terreiros pede-se ao corpo mediúnico que se esqueça os problemas de casa no momento da gira, para que haja uma incorporação mais positiva, sem as vibrações de preocupação acompanharem e poluírem o ambiente com pensamentos negativos e pesados.
· Quando iluminado, o centro ou chacra solar produz o controle total das emoções no ser humano. Passam a encarar a vida por um ângulo mais brando as pessoas antes tidas como nervosas ou preocupadas; já as pessoas consideradas frias e céticas em muitos pontos, passam a se descobrir e a descobrir fatores importantes dentro do sentimento alheio por extensão passando a respeitar tais sentimentos com nobreza.
· O chacra está sob a vibração de Ogum. Essas entidades se manifestam como se tivessem uma grande força energética, dotadas de uma rigidez canalizada para a firmeza e o caráter. São tidas como combativas e de grande domínio sobre as questões relativas ao desmanche de trabalhos de magia-negra.
·
Este
chacra encontra-se na base da coluna vertebral e está ligado aos órgãos sexuais,
sendo este responsável por sua vitalidade. Possui quatro raios ou pétalas que
giram no sentido contrário aos ponteiros do relógio. Quanto mais for estimulado,
mais depressa seus raios girarão, durante o qual várias partículas energéticas
são soltas, vitalizando o sangue e o corpo astral. Seu bom funcionamento produz
entusiasmo, ânimo, força e resistência física e mental e traz boa disposição ao
sistema nervoso. Quando mal ativado, traz o abatimento e a fraqueza física e
moral.
· É de cor vermelha-escura, com tons laranja. As pessoas de pouca evolução interior tem apenas dois raios ativados. Os outros dois vibram bem pouco e não brilham tanto. Neste caso, suas partículas energéticas apenas vitalizam o sangue, sendo sua parte psíquica pouco desenvolvida. Entenda-se como parte psíquica todo aquele aspecto relacionado às forças que se encontram ocultas e latentes dentro de nossa estrutura astral.
· Quando este chacra é ativado e se ilumina, todos os seus raios se ativam em sua força total, havendo aí a chamada iluminação, que é quando todas as portas astrais se abrem para a visão e o contato, estando assim o indivíduo em condições de se ligar a outros planos facilmente.
·
Mas isso
só acontece em caráter positivo quando o indivíduo possui uma moral límpida e um
caráter correto, isento de falhas e sentimentos negativos. Nesse caso, dizemos
que ocorreu a ascensão de Kundalini.
· Kundalini é uma energia que funciona em todo ser humano, em maior ou menor grau, energia esta que percorre toda a coluna vertebral até o cérebro, mantendo todo o organismo astral em perfeito funcionamento e vitaliza os outros chacras, além de emitir uma quantidade considerável de energia fortalecedora ao médium, para preveni-lo de choques astrais.
· Este chacra está sob a influência direta de Yorimá, por isso as entidades desta faixa vibratória (os Pais-Velhos) o utilizam com mais freqüência, além de utilizarem outros com menos intensidade. É por isso que vemos os médiuns se curvarem quando da atuação destas entidades. Por utilizarem mias freqüentemente o chacra básico, é como se os outros chacras perdessem um pouco de sua função e força, ficando quase sem atividade, utilizados apenas para as funções secundárias, dentro da forma como se manifestam em seus médiuns.
· Os Pretos-Velhos trazem os atributos positivos da atividade deste chacra em seu próprio comportamento, ou seja, se manifestam como entidades humildes, e simples, verdadeiros exemplos de caridade e benevolência.
OBJETOS RITUALÍSTICOS
· Dentro da liturgia dos cultos costuma-se chamar dentro da, de “paramentos” palavra de significado um tanto esdrúxulo dada a importância dos objetos dentro de uma Tenda de Umbanda. Estes “objetos ritualísticos” geralmente são tido como de efeito decorativo pelos leigos, ou ainda, o que é pior, os próprios participantes do culto maior parte das vezes ignoram a função disto ou daquilo, nunca se perguntando o motivo de se realizarem certos preceitos ou o porque da coisa ser feita desta ou daquela forma.
AS VELAS
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· Dentro da magia universal as velas foram sempre utilizadas na maior parte dos rituais em que se precisa realizar algum contato com forças superiores ou inferiores, isto, claro, dependendo da moral de quem vai se utilizar das forças mágicas, já que magia não pode ser distinta de forma específica em branca ou negra (ou como queira os puristas: Teurgia e Goécia), pois estes aspectos são facetas interiores daquele que pretende mobilizar certas forças cósmicas. Nos Terreiros, há sempre alguma vela acesa.
· A função de uma vela, que já foi definida como o mais simples dos rituais, é no sentido mais básico, o de simplesmente repetir uma mensagem, um pedido.
· A pessoa se concentra (passo fundamental no ritual de acender velas. O pensamento mal-direcionado, confuso ou disperso pode canalizar coisas não muito positivas ou simplesmente não funcionar. Diz um provérbio chinês “cuidado com o que pede, pois poderá ser atendido”) no que deseja a função da chama é o de repetir, por reflexo, no astral, a vontade e o pedido do interessado. Existem diversos fatores dentro da magia no tocante ao número de velas a serem acesas e outros detalhes que dizem respeito apenas aos iniciados e mestres, não cabendo a nós, por profundo desconhecimento de tais detalhes, apresenta-los aqui. Os verdadeiros médiuns podem, se quiserem ou melhor ainda, se merecerem, aprender tudo o que suas entidades acharem por bem transmitir-lhes.
AS IMAGENS
·Demos como exemplo de elevação mental as imagens dos santos que muitas tendas ainda usam: tais imagens, embora tenham sua importância, não precisam ser muitas, como em certos terreiros que chegam a rachar a madeira do conga com o peso das estátuas. Além disso, em vez de exercerem um papel de elevação mental nos consulentes, causarão mais confusão, tamanho o número de referencias que os olhos encontrarão pela frente. Aí só haverá a serventia de distrair e atrapalhar a concentração, que resultará fraca e sem objetivo. Além disso, uma disposição amontoada destas imagens poderá dar uma impressão confusa ao conga, que é o ponto do terreiro para onde se dirigem todas as atenções.
CHARUTOS E CACHIMBOS
·A Umbanda é muito criticada a achincalhada pelo fato de suas entidades usarem o fumo na sessões, os detratores aproveitando-se disto para taxarem-nas de atrasadas ou primitivas (ainda hoje em dia!!!).
·A grosso modo, o fumo prestar-se-ia a agir como uma “defumação direcionada”, ou seja, certas cargas mais pesadas seriam destruídas pelas baforadas do cachimbo ou do charuto, além de outras funções mais complexas só conhecidas e manipuladas pelas entidades, as quais, inclusive aconselham os médiuns a não fumarem (NOTA: AS ENTIDADES NÃO TRAGAM O FUMO, ALÉM DE CONSEGUIREM, POR MEIOS PRÓPRIOS DE CONHECIMENTO DELES, NÃO DEIXAREM SEQÜELAS EM SEUS APARELHOS).
AS VESTES
NA UMBANDA AS VESTES SÃO SEMPRE BRANCAS...
·...e
sempre muito limpas, já que este é um dos motivos pelo qual se troca de roupa
para os trabalhos. Nunca se deve trabalhar com as roupas do corpo, ou já vir
vestido de casa com as roupas brancas. O suor causa uma sensação de desconforto,
o que traz uma má concentração e intranqüilidade no médium.
·O branco é de caráter refletor, já que é a somatória de todas as cores e funciona, aliado a outras coisas, como uma espécie de escudo contra certos choques menores de energias negativas que são dirigidas ao médium. Além disso, é uma cor relaxante, que induz o psiquismo à calma e à tranqüilidade.
AS GUIAS
·Esta é uma
questão delicada. Muito difundidas por aí estão as guias de porcelana e de
vidro, quando não de plástico, materiais de natureza isolante, que não retém
nada energético, sendo pois apenas úteis no mesmo princípio de elevação mental
das imagens, ou seja, predispõem o psiquismo dos médiuns a um efeito
psicológico-positivo, efeito este que se estende ao consulente devido às várias
cores que essas guias chamadas de sugestivas possam ter. Este cromatismo induz
os pensamentos a vibrarem em sintonia com cada cor, cada uma delas tendo uma
função particular de acordo com sua matiz: AS BRANCAS, como já foi dito a
respeito da roupa lembra e induz o pensamento as coisas puras, além de serem de
caráter refletor; as VERMELHAS são úteis para repulsar
cargas negativas, além de quebrarem correntes negativas; as AMARELAS, ótimas
para quebrar mau-olhado e energias perigosas oriundas de sentimentos pesados
como a inveja, cobiça, etc; as VERDES limpam a mente de pensamentos morbosos e
atuam muito bem atraindo fluídos mentais de cura; as AZUIS acalmam e ativam
estados mentais relativos às coisas superiores; as
ROSAS
elevam o pensamento às coisas puras no sentido do amor fraterno ou não; as guias
PRETAS e BRANCAS por sua própria natureza se anulam e por isso não servem
para coisa alguma; as PRETAS então, se prestam apenas para contatos com
coisas inferiores e negativas.
·Existe uma confusão por aí, mas relacionada a uma certa aproximação com o Candomblé, que dedica a cor da guia a determinado Orixá. A coisa não é bem assim; na UMBANDA, as guias tem função independente e as cores dos colares são relativas apenas ao cromatismo, uma vez que existe uma cor ritual para os Orixás e uma cor energética, a qual é a real cor vibratória do Orixá. Essas cores rituais variam de um lugar para outro e estão confusas devido a aproximação com o Candomblé, que utiliza nos colares a cor a eles dedicados.
·Na Umbanda, as cores energéticas dos Orixás, de sua verdadeira vibração, são as seguintes:
Para OXALÁ: o branco
Para OGUM: o vermelho
Para OXOSSI: o verde
Para XANGÔ: o marrom
Para YORIMÁ: o violeta
Para YORI: o rosa e o azul
Para YEMANJÁ: o azul turquesa
·Existem também as guias NATURAIS, que são feitas com elementos minerais, vegetais ou animais e que tem rela valor energético de absorção ou repulsão de forças magnéticas, e que realmente constituem escudo eficaz para os médiuns. Estas guias podem ser feitas de:
ELEMENTOS MINERAIS: Pedras de cristal; de rocha; ametista, etc.
ELEMENTOS ANIMAIS: Conchas, do rio ou do mar; cavalo-marinho; búzios.
ELEMENTOS VEGETAIS: Favas; lágrimas de Nª Senhora;capacete de Ogum. Caules: arruda, guiné, jasmim; várias sementes; vários frutos.
·Deve ficar bem claro que não adianta nada ter-se uma guia no pescoço sem que ela esteja devidamente imantada, pois do contrário de nada irá funcionar, será apenas um enfeite. Quando bem imantada, é um poderoso escudo e seu uso nos trabalhos torna-se indispensável.
·Existe uma noção errônea de que quanto mais guias no pescoço mais forte e protegido estará o médium. Entidades de fato e de direito pedem apenas as guias necessárias à proteção do seu aparelho e jamais pedem as guias para elas próprias, uma vez que o visado é o médium e não a entidade pelas cargas dos consulente.