Dr. Manoel - Presidente da FBU    A FBU é a Entidade de Cúpula de Umbanda, Candomblé e demais Cultos Afro-Brasileiros com personalidade jurídica reconhecida em âmbito nacional que tem como função primordial legalizar os Templos, fornecendo Alvará de Funcionamento, Estatutos e demais documentações necessárias ao exercício das atividades religiosas e sociais dos mesmos, promovendo através de cursos, o aperfeiçoamento dos Sacerdotes, Diretores de Cultos das Entidades filiadas.

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Palavras do Presidente...

 

ÓDIO CONSENTIDO E INTOLERÂNCIA INSTITUÍDA

Nós seguidores de Umbanda e Candomblé, temos muitas indagações a fazer a esses fanáticos que se escondem atrás do nome de Jesus Cristo para cometerem violência contra seus semelhantes, qual será  o “deus” em que essas pessoas acreditam? 

E quem é o  “jesus cristo” deles  que permite o apedrejamento de pessoas religiosas e até de crianças?  E o silêncio dos Pastores? Por que eles nunca se pronunciam a respeito dos atos de  violência praticados por suas “ovelhas”?  E por que eles não as orientam a respeitar os seus semelhantes independente de suas convicções religiosas?

O Deus e o Jesus Cristo que cultuamos  nos ensinam a amar  nosso semelhante sem perguntar sua religião, em nossos cultos, vestimos de branco simbolizando nosso espírito de paz interior e com simplicidade e amor no coração, respeitamos todos os  nossos semelhantes. Será que o “deus” desses irmãos fanatizados e violentos é diferente do nosso e pensa igual a eles? Até quando vamos continuar a assistir “cenas talibanes” em pleno Rio de Janeiro?  Será que os nossos representantes políticos vão permitir a infiltração do fundamentalismo religioso em nosso Estado Brasileiro?

Temos fé em Deus e nos Orixás que um dia teremos respostas às essas indagações, talvez acabem essas aberrações quando não mais se ouvir falar em bancadas religiosas, seja elas evangélica ou de qualquer outra religião. Bancada religiosa em nosso Congresso Brasileiro, o que é isso, meu Deus?  

O Congresso é a Casa do Povo, ali se discutem leis que  se adaptem às novas realidades e que melhor contribuam  para a paz de todos nós.  Não é digno de um político sério e honesto, usar as tribunas do Congresso Nacional  para apregoar suas convicções e ou preferências religiosas. Sugiro a todas as pessoas verdadeiramente religiosas a se unirem em prol do endurecimento das Leis que regulam os crimes de intolerância religiosa e de descriminação, sejam elas quais forem. Atos violentos de intolerância religiosa como aquele praticado contra uma jovem, simplesmente porque ela é seguidora do Candomblé, merece uma reflexão mais séria e menos superficial por parte das nossas autoridades e de nossos políticos.

As manifestações de intolerância religiosas e de descriminação praticadas através de atos de violência física contra a pessoa poderiam ser classificadas como crime hediondo. Não é hora de se começar a pensar nisto?

 

 

Governador Pezão (RJ) recebe religiosos que pedem delegacia contra intolerância

 

O governador Luiz Fernando Pezão (RJ) recebeu uma comitiva de líderes umbandistas e candomblecistas nesta 2a feira, dia 22, no Palácio Guanabara, que foram pedir a implementação da Lei Átila Nunes (5931 de 2011), que criou a Delegacia de Combate aos Crimes Raciais e Intolerância. 

 

A lei, de autoria do deputado Átila Nunes, presidente da Comissão de Combate às Discriminações e ao Preconceito da Alerj, visa a criação de uma delegacia especializada de combate a crimes raciais, de intolerância religiosa e contra os homossexuais. 

 

Presentes ao encontro um representante da Federação Brasileira de Umbanda, Dr. José Carlos Gentil, chefes de terreiro, Mãe Kátia, avó da menina Kaylane, apedrejada recentemente por fanáticos religiosos no Rio, o vereador Átila Alexandre e o deputado Átila Nunes. O governador Pezão ouviu atentamente os dirigentes que fizeram um histórico de casos de invasões de seus templos. 

 

O vereador Átila Alexandre Nunes disse ao governador que alguns desses casos de flagrante intolerância religiosa são registrados como mera briga de vizinhos. "Pior ainda, em outras situações, as denúncias são simplesmente ignoradas, razão pela qual, a implementação da lei de meu pai (Átila Nunes), que cria a Decradi - Delegacia de Combate à Crimes Raciais e de Intolerância - vai ajudar a sustar o avanço da escalada da intolerância religiosa no RJ" - disse o vereador carioca.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os depoimentos impressionaram o governador. Além do relato de Mãe Kátia, avó da menina apedrejada, outros relatos foram contundentes, como o do Pai Raimundo Costa, dirigente do Centro Pai Benedito, que teve seu terreiro invadido no último dia 7 de junho e de Luiz Fernando Barros, do Templo Estrela do Oriente.

O governador Pezão ligou, durante a reunião, para o Chefe de Polícia, Fernando Veloso, pedindo que esses casos fossem apurados com rigor e que fosse dada prioridade à implementação da Decradi, a delegacia de combate à intolerância.

No vídeo abaixo, o vereador Átila Alexandre denuncia  a dificuldade dos dirigentes registrarem boletins de ocorrência dos casos de intolerância religiosa. Atenção para a reação indignada do governador da escalada da intolerância no RJ:

 

Segue a íntegra da lei 5931/2011, em pleno vigor na data atual:


Texto da Lei [ Em Vigor ]

O Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em conformidade com o que dispõe o §5º combinado com o §7º do artigo 115 da Constituição Estadual, promulga a Lei nº 5931, de 25 de março de 2011, oriunda do Projeto de Lei nº 1609, de 2008.

Lei nº 5931, de 25 de março de 2011.
Autor: deputado Átila Nunes

DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DA DELEGACIA DE CRIMES RACIAIS E DELITOS DE INTOLERÂNCIA – DECRADI.


A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

D E C R E T A:

Art. 1º Fica criada a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância – DECRADI, com a finalidade de combater todos os crimes praticados contra pessoas, entidades ou patrimônios públicos ou privados, cuja motivação seja o preconceito ou a intolerância.

Art. 2º Compete à DECRADI registrar, investigar, abrir inquérito e adotar os demais procedimentos policiais necessários, nos casos que envolvam violência ou discriminação contra as pessoas, objetivando a efetiva aplicação da legislação em vigor e assegurar os direitos de todos os cidadãos, independente de cor, raça ou credo religioso.

Art. 3º A DECRADI disponibilizará uma linha telefônica 0800 com o objetivo de receber denúncias e informações sobrediscriminação ou desrespeito à cidadania ou qualquer outro tipo de agressão.

Art. 4º As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão por conta do Orçamento do Estado, que fica autorizado a abrir crédito suplementar.

Art. 5º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em 25 de março de 2011.


 

 

O GRITO DA CIDANIA

                                                                               

               O Grito desses Jovens Brasileiros, certamente,  continuarão ecoando  nas consciências  de todas  as pessoas de bem da nossa Pátria Amada, esse nosso Brazilzão,  “danado de besta de bom”! No dizer dos nossos irmãos nordestinos!   

               A verdade é que nossos jovens, (os Jovens do bem), nos deram uma grandiosa lição de democracia, civismo e brasilidade.  Por outro lado, o Brasil está de parabéns pela demonstração de sua maturidade democrática. Vejo tudo isso como mais um bom motivo para me sentir orgulhoso de ser um Brasileiro. Estamos  de parabéns!

                Basicamente, o que nossos Jovens desejam, é ver o fim da corrupção em nosso pais e com isso,  viver-se  melhor, desfrutando  de um serviço público de melhor  qualidade, mais    justo e mais digno da magnitude do nosso Povo .

                A corrupção é um “roubo covarde”, é uma espécie de “câncer moral e social”. Pela sua gravidade, essa “doença moral”  tem causado prejuízos históricos à nossa pátria, talvez ela tenha que ser tratada com terapias preventivas mais rigorosas, novas “quimioterapias” a serem buscadas.

                É chegada à hora dos nossos políticos começarem a dedicar maior atenção aos seus “deveres de casa”. A nossa dinâmica Presidenta Dilma, mostrando sua sensibilidade de pessoa do bem, propõe um pacto político, muito bom! Como simples mortal e brasileiro de coração, sugeriria um Pacto Político, Moral e Cívico. 

 

Manoel Alves de Souza
Pres. F.B.U.
 
 
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." Chico Xavier.

 

 

    

O SEU TERREIRO É PROLONGAMENTO DE SUA CASA, AJUDE-O !

Deve haver dentro de cada um de nós, a consciência de que a nossa responsabilidade espiritual não se limita a “vestir o branco”, e participar das Sessões Espíritas. Temos que nos mostrar sempre presentes e dispostos a ajudar, colaborando ativamente e financeiramente com a manutenção do nosso Terreiro, - nosso Chão. O Chão que o acolheu! É nosso dever mantê-lo em funcionamento, levando a sério o pagamento de nossa contribuição financeira.

Sem dinheiro, mal podemos nos locomover, não conseguimos pegar um ônibus, comer, ou fazer parte de qualquer atividade social, a menos que essa entidade se auto mantenha, mas mesmo assim, para o Terreiro se manter de pé, alguém estará custeando as suas atividades e as nossas presenças. Quando um Terreiro nos abre as portas para uma sessão de culto e ou uma reunião festiva em louvação aos Orixás, ou mesmo para uma simples consulta espiritual, por mais humilde que seja o templo, esteja certo de que está havendo uma despesa para que essa atividade se realize! E, se somos recebidos gratuitamente, alguém está custeando as despesas para a realização dessa empreitada espiritual. Alguém irá pagar a conta.

A Umbanda não cobra DÍZIMO e nem “mão de obra” pelos trabalhos espirituais realizados nos Templos, que são as Casas dos Orixás, espaços simples e acolhedores, onde com os nossos pés no chão, sentimos a força e a leveza da Energia Espiritual, também constatamos ali, todo o nosso potencial de realização que emana da energia do Terreiro indo além de nossa imaginação.

O fato de não se cobrar o DÍZIMO, não significa ausência de despesas, é claro que não! Sabemos das inúmeras despesas de um Terreiro, dentre elas, luz, água, produtos de limpeza, velas, defumação, bebidas, fumo e outros materiais ritualísticos, além de encargos e cobranças relativas à legalização e contabilidade de um Terreiro!

Tudo isso, sem falarmos de pagamento de alugueres em alguns casos.

Será que o Dirigente Espiritual, o Diretor de Culto, ou Diretora de Culto, deve arcar com essas despesas a fim de fazer valer sua condição de “proprietário” do terreiro”? Serão os Diretores, os maiores beneficiados nos trabalhos espirituais realizados nos Terreiros? Não ! Não é ! O Terreiro é um espaço nosso, e sagrado, ele é um prolongamento da nossa casa. E, o Dirigente Espiritual, em sua Sublime condição de “Médium Dirigente”, ao realizar o seu Trabalho Espiritual em cumprimento de suas Atribuições Cármicas, simultaneamente, ele amenizando o “peso cármico” de cada um dos seus Filhos no Santo, seus afilhados espirituais. O Dirigente Espiritual, literalmente com os pés no chão”, humildemente, cumpre a sua nobre Missão Espiritual, ao mesmo tempo, trabalhando em prol de seu Crescimento Espiritual e de todo o grupo de médiuns e consulentes, pacientemente e generosamente, nos dedicando a maior parte do seu tempo. Por tudo isso e por todo o seu desprendimento, nos impõe o salutar dever Moral e Espiritual de ajudá-lo na condução e manutenção do nosso Templo.

Portanto, deve haver dentro de cada um de nós, a consciência de que a nossa responsabilidade espiritual não se limita a “ vestir o branco”, e participar das Sessões Espíritas. Temos que nos mostrar sempre presentes e dispostos a ajudar sempre, colaborando ativamente e financeiramente com a manutenção do nosso Terreiro, - nosso Chão. O Chão que nos acolheu! É nosso dever mantê-lo em funcionamento, levando a sério também a nossa contribuição financeira.

Na verdade, o Terreiro é uma Grande Família. O sentimento de irmandade, fraternidade, amor e respeito, reinante no seio do Terreiro, constitui a base de um Grande Elo de Corrente Espiritual. Por outro lado, todos nós temos Direitos e Deveres, temos responsabilidades e obrigações uns com os outros, essa consciência grupal faz parte de nosso trabalho espiritual. A generosidade faz parte de nossa elevada missão de Médium.

Sabemos que há muitos irmãos que só procuram o Terreiro, quando necessitam de orientação para seus problemas existenciais, como se procurassem uma clínica médica, um Analista e seu Divã. No Terreiro, ao invés do Divã, sentam no Tosco Banquinho do Preto Velho ou da Preta Velha; contam suas magoas e queixas e, resolvidos os seus conflitos, alguns passam a condição de visitantes costumeiros, e com o passar do tempo, acabam se conscientizando da importância de suas atribuições cármicas e, como Médium em desenvolvimento, passam a fazer parte daquela Família Espírita. Outros, após sanados seus problemas interiores , se ausentam até que surja outro problema. Esses Visitantes eventuais, não conhecem intimamente a importância do exercício da mediunidade, deixam para atrás a oportunidade de fazer parte do convívio daquele Terreiro. Esses visitantes ocasionais desconhecem a verdadeira importância de ser Médium!

Um Médium não fica “parado” ouvindo discursos preconcebidos, baseados em “verdades prontas”. O Médium é um Ser em Evolução Espiritual, buscando a sua própria Verdade. O Médium é um Elo na Escalada Espiritual, contribuindo em suas múltiplas manifestações mediúnicas, para o seu próprio aperfeiçoamento religioso e cultural, indiretamente e dentro de seus limites, contribuindo para o aperfeiçoamento da própria Espécie Humana.



Manoel A. Souza

 

 

 

 

Escreva para: ouvinte@melodiasdeterreiro.com.br

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Ataques à terreiros do Estado do Rio de Janeiro - Considerações importantes sobre o assunto:

 

 

 

 

 

 

Atenção. Clique aqui e veja as fotos da Sessão Solene alusiva ao aniversário da FBU.

 

 



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